O tema da defesa jurídica de policiais militares ganhou destaque após novos relatos de abusos durante inquéritos e sindicâncias. A percepção de falta de amparo e imparcialidade nos procedimentos reforça a necessidade de acompanhamento técnico especializado.
Segundo especialistas, o policial não deve comparecer sozinho a oitivas ou audiências. A presença de um advogado qualificado é essencial para garantir que direitos sejam preservados e que não ocorram distorções na condução da investigação.
A advogada criminalista Denise destaca que muitos processos administrativos na corporação se iniciam de forma parcial, com vícios institucionais e influências hierárquicas. Ela lembra que é possível pedir a substituição do presidente de uma sindicância ou inquérito, caso seja comprovada amizade ou inimizade entre as partes.
Outro ponto abordado é o papel da psicologia na defesa jurídica. Segundo a especialista, compreender o estado emocional do policial investigado é crucial, já que traumas, fobias ou situações de assédio podem afetar seu comportamento e ser determinantes para o processo.
Casos de negligência por parte de superiores hierárquicos também foram relatados. Em muitas ocasiões, o agente que enfrenta transtornos psicológicos ou sofre perseguições não recebe o devido suporte institucional, agravando crises internas nas corporações militares.
A ausência de apoio jurídico e psicológico adequado reflete um problema estrutural: a desvalorização das bases operacionais das forças de segurança. A especialista defende mais políticas de proteção ao servidor e mais visibilidade aos impactos dessas situações na saúde mental.
O debate reacende a discussão sobre dignidade, respeito e segurança jurídica para os profissionais que arriscam a vida diariamente. Para ela, somente com acompanhamento técnico e humano será possível equilibrar o dever de servir com o direito à defesa e à integridade.
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