05 novembro 2025

Crédito Predatório: como policiais e pensionistas podem se proteger na pustiça

A crescente oferta de crédito fácil e rotativo tem afetado principalmente policiais, pensionistas e servidores públicos, um grupo vulnerável ao crédito predatório praticado por instituições financeiras. Estes clientes frequentemente enfrentam dificuldades por causa de juros abusivos em contratos de consignado, cheque especial e rotativo, que agravaram sua situação financeira. Para combater esse problema, a Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/21) oferece um importante instrumento de defesa, focado na proteção do consumidor hipervulnerável.

Esta legislação estabelece garantias para que o consumidor, de boa-fé, possa renegociar suas dívidas sem perder o mínimo essencial para a sua sobrevivência digna, como moradia, alimentação e despesas básicas. Além disso, a lei exige transparência dos bancos, combatendo práticas abusivas como vendas casadas e renovações automáticas que prejudicam o consumidor. Policiais e pensionistas, que muitas vezes ganham salários limitados, podem recorrer à justiça para regularizar suas dívidas, apresentando documentação detalhada das despesas mensais e rendimentos.





Advogados especializados destacam a importância de não negociar diretamente com gerentes bancários em situações de vulnerabilidade, recomendando o acompanhamento jurídico para garantir equidade na negociação e o acesso a direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor. A atuação jurídica possibilita requerer a devolução de valores cobrados indevidamente e o reconhecimento de cláusulas abusivas, fortalecendo a defesa contra a exploração financeira.

Esta proteção legal também proporciona uma estratégia contra a pressão de ofertas constantes de crédito e renovações que prolongam os contratos por anos, penalizando o consumidor inadimplente ou em dificuldades financeiras. Além disso, a transparência no cálculo do saldo devedor e das taxas aplicadas se torna um direito assegurado pela legislação, permitindo que o consumidor tenha controle real sobre sua situação financeira.

Por fim, é fundamental que os policiais e pensionistas busquem o apoio de profissionais qualificados para realizar o levantamento documental necessário e para acionar os órgãos de defesa do consumidor e, se for o caso, órgãos reguladores como o Banco Central. A prevenção, a educação financeira e a atuação legal coordenada são os melhores caminhos para garantir autonomia financeira e evitar que o crédito predatório comprometa a dignidade desses públicos.





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