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06 outubro 2025

ESGOTAMENTO EMOCIONAL dos POLICAIS pode levar à morte

O esgotamento emocional entre policiais e militares brasileiros vem se consolidando como uma das principais preocupações entre especialistas em saúde mental. A pressão constante, a violência nas ruas e as dificuldades financeiras formam o cenário perfeito para o que os psicólogos chamam de burnout — o esgotamento físico e extremo psicológico.

Em entrevista ao canal Segurança e Defesa TV, a psicóloga Débora Iris destacou que o burnout policial é consequência direta da exposição diária ao sofrimento, à morte de colegas e à alta cobrança institucional. Segundo ela, o policial vive em alerta permanente, o que impede o descanso e leva a sintomas físicos e mentais graves.




Uma Dra. Débora também mencionou fatores externos, como instabilidade financeira e longas jornadas, ampliando o quadro. Muitos policiais, sem conseguirem manter o sustento da família com o salário fixo, acabam recorrendo aos “bicos”. Isso reduz o tempo de descanso e agrava o desgaste emocional.

O impacto familiar é um ponto central. Conflitos conjugais e ausência parental surgem com frequência, refletindo o cansaço e a tensão acumulada. A psicóloga sugere incluir a participação e os filhos no processo terapêutico, mostrando que o atendimento psicológico deve contemplar toda a família policial.

Dados citados por especialista revelam outro problema alarmante: em 2023, o número de suicídios entre agentes de segurança no Brasil superou o total de mortes em confrontos criminosos. O índice reforça que a saúde mental desses profissionais requer atenção imediata e política pública consistente.

A entrevistada também comparou a realidade brasileira com a de países como o Reino Unido, onde a saúde mental policial recebe mais reconhecimento institucional e suporte psicológico contínuo. No Brasil, a hierarquia e a falta de empatia nas corporações agravaram a sensação de impotência entre os agentes.

Para Débora Iris, é urgente uma mudança na cultura e na mentalidade das instituições e da sociedade. O policial que protege precisa ser protegido. Respeito, valorização e apoio psicológico devem ser vistos como investimento essencial à segurança pública e à vida dos profissionais da farda.



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