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16 setembro 2025

TCE mantém suspensão do edital das escolas cívico-militares de São Paulo

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) decidiu pela manutenção da suspensão do edital da Secretaria da Educação que previa a contratação de policiais contratados para atuarem como monitores em escolas cívico-militares. A medida abordada diretamente oficiais e praças da reserva que aguardavam oportunidade no programa.

Segundo a decisão, relatada pelo conselheiro Renato Martins, a suspensão é cautelosa e mantida até que o governo justifique possíveis irregularidades encontradas no edital. Entre os pontos destacados estão a falta de previsão orçamentária, ausência de concurso público, criação de cargas comissionadas e questionamentos sobre a contratação de aluguel sem justificativa adequada.



O edital suspenso, publicado em fevereiro de 2025, previa vagas para policiais militares da reserva com salários superiores à oferta de monitores civis já atuantes na educação estadual. Essa diferença salarial, que pode variar de R$ 2 mil a R$ 6 mil, gerou insatisfação entre servidores civis da Secretaria da Educação, que apontam risco de desigualdade e futuras disputas judiciais.

O programa das escolas cívico-militares, iniciado nacionalmente em 2019 e incorporado em alguns estados, tem como proposta incluir valores de civismo, disciplina e respeito na rotina escolar. Em São Paulo, entretanto, sua implementação enfrenta obstáculos jurídicos e administrativos. O Supremo Tribunal Federal também acompanha ações referentes ao tema.

Apesar da paralisação atual, o TCE-SP esclareceu que a decisão não extingue o programa no estado. O processo ainda será analisado pelos órgãos técnicos da Corte e será necessário um parecer final antes de qualquer retomada. Enquanto isso, centenas de policiais da reserva permanecem sem perspectiva de inclusão no projeto.

O governador Tarcísio de Freitas já se posicionou publicamente favorável ao modelo de ensino e conta com o apoio do secretário de Segurança Pública, também oficial da Polícia Militar. No entanto, para que o programa avance, será necessária maior transparência, segurança jurídica e adequação aos princípios da administração pública.

A decisão reforça a necessidade de planejamento adequado para utilização de servidores militares aposentados em funções ligadas à educação. Especialistas afirmam que a aplicação de recursos e a definição clara de funções serão essenciais para o futuro das escolas cívico-militares em São Paulo.

Enquanto o impasse não é resolvido, a implantação segue em compasso de esperança, aumentando a expectativa entre os policiais da reserva e levantando o debate sobre o papel das forças de segurança no ambiente escolar.





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