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21 outubro 2025

Bancada da Bala apoia guardas armadas; resistência de oficiais gera impasse

O governo de São Paulo reforçou o programa de distribuição de armas para as Guardas Civis Municipais (GCMs), com o apoio da chamada bancada da bala na Assembleia Legislativa. A medida reacendeu o debate sobre o papel das guardas na segurança pública e gerou divergências entre oficiais da Polícia Militar e delegados.

Segundo informações divulgadas pelo portal Radar Democrático, a gestão do governador Tarcísio de Freitas tem direcionado recursos para equipar as GCMs com pistolas e fuzis, substituindo gradualmente equipamentos não letais, como câmeras e tasers. A decisão é respaldada por entendimento do Supremo Tribunal Federal, que garante às guardas o direito de portar armas e atuar de forma ostensiva.



A Secretaria de Segurança Pública, comandada por Guilherme Derrite, ex-oficial da PM e deputado federal, autorizou o repasse de armamentos para mais de 20 cidades do interior paulista. As armas foram fornecidas pela Polícia Civil, que passou por processo de padronização de calibre 9 mm. Deputados da base governista, como Capitão Telhada e Leticia Aguiar, destinaram emendas específicas para compra de material bélico.

Entre os que se opõem à ampliação do armamento das GCMs está o coronel da reserva José Vicente da Silva, ex-secretário de Segurança Pública. Ele argumenta que cidades pequenas e com baixos índices de criminalidade não demandam guardas armadas. Já o delegado e deputado estadual Bruno Lima Palumbo defende a medida, afirmando que o crime tende a evitar cidades onde há poder de resposta armado.

A discussão reflete uma antiga tensão institucional no sistema de segurança brasileiro: a sobreposição de funções entre polícias e guardas municipais. Enquanto parte da PM teme perda de protagonismo, os defensores das GCMs argumentam que o fortalecimento das guardas amplia a capacidade de prevenção e resposta ao crime, especialmente diante do aumento de ataques do tipo “novo cangaço” em cidades do interior.

A política de ampliação do armamento das guardas segue em curso, com apoio do governo estadual e de parlamentares das comissões de segurança. Especialistas, no entanto, alertam que o foco deve ser o treinamento, a supervisão e o uso responsável das armas, evitando improvisações e riscos à população.

Enquanto o debate avança, o tema divide opiniões dentro das próprias forças de segurança. Para uns, armar as GCMs é estratégia de prevenção. Para outros, é um passo que distorce a função original das guardas. A discussão, porém, revela um ponto em comum: a necessidade urgente de modernizar a estrutura de defesa pública no país.






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