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03 setembro 2025

Descumprimento de missão: por que esse crime preocupa policiais e advogados

O chamado crime de “descumprimento de missão” tem gerado debates entre advogados e militares da ativa e da reserva. A tipificação, considerada genérica, preocupa especialistas por abrir brechas que podem levar a condenações de policiais em situações cotidianas do serviço.

Na Justiça Militar, promotores e o Tribunal de Justiça Militar (TJM) têm utilizado o artigo como base para denúncias contra policiais que não cumprem determinadas ordens ou que enfrentam incidentes em serviço, como extravio de arma ou abandono momentâneo de posto. Segundo advogados, essa prática amplia excessivamente a interpretação da lei.



Historicamente, situações como extravio de armamento eram tratadas como peculato culposo. No entanto, mudanças de entendimento jurídico passaram a considerar o descumprimento de missão como justificativa para denúncia, o que trouxe insegurança jurídica à tropa.

Casos concretos mostram a gravidade do problema. Policiais condecorados foram acusados de crimes como sequestro e peculato após conduzir um suspeito por poucos metros durante uma ocorrência. Apesar de agirem em conformidade com a prática policial, acabaram condenados, demitidos e afastados da corporação.

Para advogados que atuam na área, o uso genérico do artigo transforma condutas operacionais em crimes graves, criando um cenário em que a atuação policial é constantemente questionada judicialmente. Essa situação, segundo especialistas, prejudica não apenas os policiais, mas a sociedade como um todo, ao fragilizar a confiança no trabalho das forças de segurança.

As associações de policiais militares têm cobrado mudanças e maior clareza na legislação, a fim de evitar condenações baseadas em interpretações amplas e subjetivas. O debate também alcança os tribunais superiores, embora a reversão das condenações seja rara.

O tema segue em discussão entre juristas, oficiais e praças, que buscam soluções para garantir segurança jurídica e evitar que condutas de rotina se transformem em punições severas.




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19 agosto 2025

PM não pode ser fábrica de punir, tem que pensar igual a PC

A condução de processos dentro da Justiça Militar segue sendo um dos temas mais polêmicos entre agentes de segurança, veteranos e pensionistas. A ausência de protocolos claros gera questionamentos e, muitas vezes, a sensação de que o destino do militar investigado depende mais da postura do comandante de plantão do que de regras previamente condicionadas. Para muitos policiais, isso transforma o PPJM — hoje renomeado PMJD — em uma verdadeira “fábrica de poder”, capaz de decidir de forma desigual sobre casos semelhantes.

Na prática, isso significa que a mesma ocorrência pode ser tratada de formas completamente diferentes, variando de acordo com o oficial responsável. Casos simples, como atraso ou apresentação em serviço com barba por fazer, podem ser encarados como mera orientação em um batalhão e como motivo para abertura do Inquérito Policial Militar (IPM) em outro. Essa disparidade não apenas fragiliza a confiança na instituição, como também gera insegurança entre os profissionais da ativa e da reserva.




Um exemplo citado nos debates do Canal Segurança e Defesa TV é a comparação com os casos de colisões de viatura: enquanto em certos batalhões civis a ocorrência é “resolvida internamente”, a Polícia Militar muitas vezes abre-se IPM de imediato, criando um peso administrativo e psicológico muito maior sobre o agente. Isso escancara a diferença de critérios entre as instituições, apesar de todas estarem sob a mesma Secretaria de Segurança.

Outro ponto levantado é a rigidez do militarismo, vista por muitos como “engessada”. Enquanto o policial militar é cobrado por cumprir ordens de risco, mesmo em detalhes mínimos, o policial civil tem maior margem de flexibilidade para executar sua função sem perder de vista o resultado prático. Essa cobrança extrema muitas vezes leva a processos internos por condutas banais, afastando recursos que poderiam ser dedicados a situações de maior relevância operacional.

A discussão também expõe o medo de represálias. Policiais relatam que, mesmo quando são vítimas de muitas punições injustas, evitam recorrer à Corregedoria ou à Justiça externa para não sofrerem perseguições veladas dentro da própria instituição. Essa realidade, infelizmente, leva muitos a aceitarem esperanças em silêncio, ainda que injustas, para preservar minimamente a carreira e a tranquilidade dentro do batalhão.

No canal do YouTube Segurança e Defesa TV, esse tema tem gerado grande volume de comentários e relatos pessoais. São histórias que revelam desde injustiças em pequenos procedimentos até IPMs que mudaram o rumo de carreiras inteiras. Por isso, deixamos aqui o convite: compartilhe sua experiência nos comentários, participe com perguntas e opiniões, e fortaleça esse espaço de debate. Quanto mais vozes se unirem, maior será a pressão por mudanças benéficas para os agentes de segurança pública e seus familiares.





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13 agosto 2025

Super poderes para a Justiça Militar - Praças e Subalternos estão preocupados com o que pode vir...

A recente proposta que avança no Senado, conhecida como PEC dos Generais, tem gerado intenso debate e apreensão entre os membros das forças militares e policiais, especialmente agricultores, veteranos e pensionistas. A PEC 72024 prevê a ampliação dos poderes do Superior Tribunal Militar (STM), transferindo para a esfera da justiça militar a responsabilidade por julgamentos administrativos e disciplinares que então até eram prorrogados por juízes civis concursados. Essa mudança pode significar um retrocesso para a imparcialidade e transparência na análise de punições, desligamentos e até casos de assédio moral dentro da tropa.

No cerne da controvérsia está o risco do corporativismo — um sistema no qual altas patentes, como generais e coronéis, julgariam ações de seus próprios pares, fragilizando a equidistância necessária para decisões justas e imparciais. Advogados especialistas em direito militar, convidados a comentar pela revista Sociedade Militar, apontam que a PEC ameaça princípios constitucionais importantes e amplia a possibilidade de decisões arbitrárias, o que pode prejudicar o cotidiano e os direitos dos agentes de segurança, pensionistas e veteranos.



É importante lembrar que atualmente, além do julgamento inicial por juízes civis, existe a possibilidade do duplo grau de jurisdição que ajuda a garantir a justiça do processo. Com a PEC, essa garantia na segunda instância pode ser enfraquecida, já que o STM é composto principalmente por oficiais gerais, que podem ter uma visão mais subjetiva sobre os casos disciplinares. Isso aproxima ainda mais a justiça militar da cúpula, o que aumenta as preocupações da tropa, que muitas vezes questiona decisões que decidem arbitrariamente.

Este canal, Segurança e Defesa TV, tem sido um dos poucos espaços que trazem transparência e fomentam essa discussão fundamental para a segurança pública e o exército brasileiro. Agentes de segurança, veteranos e pensionistas estão convidados a participar ativamente nos comentários: será que essa mudança ajudará a fortalecer a tropa, ou será um obstáculo às garantias legais de quem serve e já serviu? Queremos ouvir sua opinião para ampliar esse debate!

Fique atento e participe: curta o canal, inscreva-se e ative o sininho para receber conteúdos essenciais para quem vive a rotina das forças militares e de segurança. Seu comentário e compartilhamento ampliam a voz da tropa e fortalecem a luta por justiça e transparência na vida pública militar e policial.




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Juiz Militar defende o avanço das Guardas Municipais rumo à Polícia Municipal

A fala do juiz e professor Dr. Roth , durante evento de segurança em São Paulo, reforçou uma pauta cada vez mais presente entre profissionai...