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22 setembro 2025

Coronel da PM relata disputas políticas e hierárquicas na corporação

Um coronel da Polícia Militar revelou em entrevista bastidores de conflitos internos entre oficiais da corporação. Em seu depoimento, o oficial destacou disputas políticas, divergências hierárquicas e episódios de transferência ao longo de sua carreira.

De acordo com o coronel, há casos de oficiais que, depois de deixarem a PM, passaram a atuar em partidos políticos que historicamente criticavam a existência da própria instituição. Para ele, essa postura representa uma quebra de valores centrais aprendidos na Academia do Barro Branco.




Além das políticas desafiadoras, uma entrevista trouxe relatos de debates hierárquicos dentro da corporação. O oficial afirmou que chegou a um pedido de transferência para evitar conflitos diretos com superiores, mas que, em alguns momentos, a própria posição impedia essa solução.

O coronel também relembrou um episódio em que foi transferido após um grave incidente envolvendo o sequestro de um policial militar da cavalaria. Na operação realizada em São Paulo, houve confronto armado e um suspeito morreu, fato que culminou em sua transferência de unidade.

Na visão do oficial, comandantes bem-sucedidos são aqueles que conseguem ouvir seus subordinados antes de tomar decisões, embora ressalte que a responsabilidade final deve sempre recair sobre quem exerce o comando. Ele destacou ainda que a convivência com líderes inseguros ou autoritários trouxe desgaste ao longo de sua trajetória.

O depoimento também abordou aspectos pessoais, como a convivência com a nova geração de policiais e a percepção de mudanças de perfil entre veteranos e recém-formados. Segundo ele, a atual geração de oficiais tem maior acesso à informação, mas carece de experiência prática.

A fala do coronel traz luz às disputas internas que chegam pouco ao conhecimento público, revelando não apenas a dimensão política que envolve a PM, mas também as dificuldades enfrentadas por quem se manteve à frente da tropa em meio a pressões e crises institucionais.

Essas declarações reacendem o debate sobre a relação entre classificação, política e valores fundamentais da corporação, além de expor fragilidades nas formas de condução e comando dentro da Polícia Militar.





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04 junho 2025

DEMITIDO DA PM, Demolidor diz que conta com apoio dos Oficiais

No papo reto com o ex-PM conhecido como “Demolidor” no SDTV Podcast, veio à tona a pergunta direta: os oficiais apoiam ou não? Ele deixou claro que, apesar de muitos não se manifestarem publicamente, nos bastidores o apoio existe. O problema é o medo de represálias e de prejudicar futuras promoções. Já entre as praças, o apoio é mais visível e crescente, refletindo confiança no discurso dele.

Demolidor destacou que sofre preconceito pela sua aparência e pelo fato de ser influenciador. Muitos julgam antes de ouvir. Mas acredita que sua comunicação clara e presença nas redes poderiam ser úteis à Polícia Militar, principalmente no policiamento comunitário, que está cada vez mais fragilizado e perdendo espaço para a GCM.

Segundo ele, há uma resistência de oficiais da alta patente em aceitar o crescimento da polícia municipal, pois temem que ela ocupe o espaço da PM. A mudança de nomenclatura de GCM para polícia municipal foi barrada por pressão interna, justamente por causa desse receio. E a verdade, segundo ele, é que esse avanço é inevitável.

Demolidor criticou a politização da PM, afirmando que tudo hoje gira em torno de imagem e mídia. Relatou uma ocorrência em que reagiu a um assalto, alvejou criminosos e só não foi preso porque a mídia ficou do lado dele. Para ele, se a imprensa estivesse contra, teria sido recolhido imediatamente, mesmo sem prova.


Ele ainda apontou que o uso das câmeras corporais, embora tenha benefícios, não protege o policial em situação real de risco. O marginal não se intimida com a câmera, e a decisão de reagir ou atirar continua sendo solitária e perigosa. Segundo ele, a proteção prometida é mais teórica do que prática.

Em outro trecho, Demolidor contou sobre uma ocorrência em que conduziu um menor de 11 anos envolvido com tráfico, com todos os cuidados legais, sem algemas e respeitando os protocolos. Por esse trabalho correto e eficaz, foi reconhecido como policial do mês. Um exemplo de como ainda se pode agir com firmeza e dentro da lei.

Sobre a escolha entre PM e GCM hoje, ele não hesita: seu sonho sempre foi ser PM. Mas reconhece que a GCM está ganhando mais espaço justamente por ser menos politizada e mais operacional. Segundo ele, a liberdade de ação da polícia municipal a coloca em vantagem no cenário atual.

Encerrando, reforçou que o policial continua sendo a ponta da lança, exposto, vulnerável e muitas vezes abandonado. O sistema, a mídia e a política moldam o destino de quem está na rua, e muitos bons profissionais acabam recolhidos ou afastados por decisões externas, longe da realidade do patrulhamento.


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Juiz Militar defende o avanço das Guardas Municipais rumo à Polícia Municipal

A fala do juiz e professor Dr. Roth , durante evento de segurança em São Paulo, reforçou uma pauta cada vez mais presente entre profissionai...