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28 julho 2025

Guarda Municipal, Polícia Militar e PEC 18/2025: como ficará o futuro das Forças de Segurança?

A recente aprovação da PEC 18/2025 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados gerou intensos debates entre agentes de segurança, veteranos e pensionistas da área militar e policial. Esta proposta traz pontos que mexem diretamente com a estrutura e autonomia das forças policiais estaduais, especialmente da Polícia Militar, e também com o papel crescente das guardas municipais no contexto da segurança. A pautada no canal Segurança e Defesa TV apresenta uma análise detalhada dessas mudanças, destacando questões reais e contrapontos essenciais para quem vive a rotina das corporações.

Um dos aspectos mais discutidos é a inclusão das guardas municipais no artigo 144 da Constituição, atribuindo a elas função ostensiva. Para muitos, isso pode representar um desafio à autonomia das polícias militares estaduais, criando uma possível sobreposição de funções. No entanto, é importante entender que a segurança pública perpassa diferentes níveis federativos e que o protagonismo deve ser focado na proteção do cidadão, independentemente da cor da farda. Os guardas municipais podem assumir o policiamento primário, enquanto a Polícia Militar concentra esforços em crimes de maior gravidade, configurando uma divisão eficaz e complementar de atuação.




Outro ponto polêmico da PEC é a centralização da segurança pública na União, o que pode enfraquecer a soberania dos estados sobre suas forças militares. Embora exista um recebimento específico quanto à autonomia, é fundamental lembrar que a Constituição já estabelece competências definidas para municípios, estados e União, permitindo um trabalho cooperativo e especializado. O debate, portanto, não deve se prender a uma visão institucionalista ou corporativista, mas sim pensar numa segurança integrada e eficiente para toda a população.

No que diz respeito ao fortalecimento da Polícia Federal para atuação investigativa contra organizações criminosas, milícias e crimes ambientais, há recebimentos de duplicidade com as funções investigativas estaduais. Cabe destacar que as polícias militares têm papel eminentemente ostensivo, enquanto as investigações são principalmente das polícias civis e federais, o que reforça a necessidade de foco e especialização de cada órgão para evitar conflitos e garantir a eficiência.


Novas propostas

Por fim, a proposta de corregedorias e ouvidorias independentes em todas as esferas federativas promete uma fiscalização mais isenta e eficaz das condutas dos agentes de segurança, apesar das resistências provenientes da estrutura hierárquica tradicional. Para muitos agentes e pensionistas, essa inovação pode representar um avanço importante na garantia dos direitos e na proteção contra abusos internos, fortalecendo a disciplina com transparência e justiça.

O canal Segurança e Defesa TV mantém um espaço importante para discussão dessas questões que afetam diretamente a família militar e policial. Convidamos você, profissional, veterano ou pensionista, a se engajar deixando seu comentário, dúvida ou sugestão. Sua participação é fundamental para que juntos construamos uma segurança pública melhor, mais justa e eficiente para todos.








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24 junho 2025

ATENÇÃO POLICIAL: Bico ilegal poderá custar R$ 30 mil e processo criminal!

O SDTV Podcast, faz um alerta importante para policiais militares, civis, penais, científicos e guardas municipais de todo o Brasil: um novo decreto do governo federal, em tramitação, pode impactar diretamente a atividade conhecida como “bico” — o trabalho informal em segurança privada realizado por agentes fora do expediente oficial.

A proposta regulamenta o novo Estatuto da Segurança Privada e prevê que policiais que atuem na segurança privada sem estarem vinculados a empresas autorizadas pela Polícia Federal poderão ser enquadrados em ilegalidade. As penalidades previstas incluem multas de até R$ 30 mil e até três anos de prisão, inclusive para policiais armados em serviço não formalizado.




Muitos policiais exercem essa atividade com responsabilidade e profissionalismo, contribuindo para a segurança da população e complementando a renda diante dos baixos salários pagos pelos estados. “Transformar essa prática em crime pode prejudicar uma realidade que, embora informal, é necessária para muitos profissionais”, afirmou.

O editor do canal Segurança e Defesa, Rodney Idankas, reforçou a necessidade de buscar alternativas legais e modernas para regulamentar o “bico” policial, sem criminalizar os agentes. No Estados Unidos, onde o trabalho extra é institucionalizado, feito diretamente entre o policial e o contratante, sem intermediários como comandantes ou delegados. Nesse sistema, o policial atua fardado, com respaldo da corporação, e recebe pagamento transparente, com reconhecimento salarial.

A crítica central recai sobre o possível favorecimento das empresas de segurança privada, muitas delas comandadas por ex-policiais que conhecem os mecanismos internos das corporações. Segundo Rod e o deputado, o novo decreto pode servir mais aos interesses do mercado do que à valorização da tropa.

O SDTV Podcast reforça que “fazer segurança não é crime; o verdadeiro crime é abandonar quem protege a sociedade”. A proposta defendida por Rodney Idankas visa garantir que o policial possa atuar legalmente, com autonomia e respaldo da força pública, por meio de convênios diretos entre corporações e estabelecimentos comerciais.

O episódio conclama a tropa a estar atenta, mobilizada e representada, destacando que a descriminalização do “bico” armado e sua regulamentação com respaldo do Estado são caminhos concretos para evitar retrocessos. A pergunta que fica é: o Brasil está pronto para reconhecer o valor do policial fora do horário de serviço?


Este conteúdo integra a série de debates do SDTV Podcast, que aborda temas atuais e relevantes para as forças de segurança brasileiras.






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Juiz Militar defende o avanço das Guardas Municipais rumo à Polícia Municipal

A fala do juiz e professor Dr. Roth , durante evento de segurança em São Paulo, reforçou uma pauta cada vez mais presente entre profissionai...