Mostrando postagens com marcador mandado de segurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mandado de segurança. Mostrar todas as postagens

22 maio 2025

Forças Armadas podem atuar contra o crime organizado no Brasil?

A atuação das Forças Armadas brasileiras no combate ao crime organizado é um tema recorrente e polêmico no cenário nacional. Embora a Constituição Federal defina como missão principal das Forças Armadas a defesa da pátria, a garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem, há previsão legal para que militares atuem em situações excepcionais de grave perturbação da ordem pública, por meio das chamadas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). 

Essas operações são autorizadas exclusivamente pelo Presidente da República e ocorrem quando as forças tradicionais de segurança pública, como as polícias Militar e Civil, se mostram insuficientes para controlar a situação.

Nos últimos anos, especialmente diante da escalada da violência e do fortalecimento de facções criminosas, o governo federal recorreu à GLO para empregar as Forças Armadas em ações de repressão ao crime organizado, principalmente em portos, aeroportos e regiões de fronteira. Nessas operações, os militares recebem temporariamente o chamado “poder de polícia”, podendo realizar prisões, revistas e abordagens, sempre em articulação com órgãos como a Polícia Federal e as polícias estaduais. 

O objetivo central dessas ações é impedir o escoamento de drogas, armas e mercadorias contrabandeadas, além de reforçar a segurança em pontos estratégicos do território nacional.



Um exemplo recente foi a mobilização de mais de 3.700 militares para atuar em portos e aeroportos do Rio de Janeiro, São Paulo e regiões de fronteira, com o intuito de conter o avanço do crime organizado. 

A Marinha do Brasil, por exemplo, intensificou patrulhamentos e inspeções navais em áreas críticas, como os portos de Santos, Itaguaí e Rio de Janeiro, além de regiões de fronteira aquática, como o lago de Itaipu. Essas ações resultaram em apreensões de drogas, armas e mercadorias ilegais, além de desmantelamento de depósitos clandestinos.

Apesar dos resultados pontuais, especialistas em segurança pública manifestam ceticismo quanto à eficácia estrutural dessas operações. Argumenta-se que o emprego das Forças Armadas em funções típicas de polícia deveria ser restrito a situações realmente excepcionais, sob risco de banalização da medida e de pouco impacto duradouro no enfrentamento do crime organizado. Além disso, questiona-se a expertise dos militares para atuar em ambientes urbanos complexos, onde o enfrentamento ao crime exige inteligência policial, investigação e proximidade com a comunidade — competências mais presentes nas polícias civis e militares.

Outro ponto relevante é a atuação das Forças Armadas nas fronteiras, onde a legislação já prevê o poder de polícia em uma faixa de até 150 quilômetros. Nessas áreas, Exército, Marinha e Aeronáutica atuam de forma integrada com órgãos de segurança pública, realizando operações conjuntas para sufocar o tráfico de armas e drogas. 

A cooperação internacional, como a parceria com o Paraguai na Operação Ágata Oeste, também tem sido fundamental para combater crimes transnacionais e desarticular rotas do tráfico.

As Forças Armadas podem sim atuar contra o crime organizado no Brasil, mas sua participação é condicionada a situações excepcionais e deve ocorrer de forma integrada com as forças policiais e demais órgãos de segurança. 

O uso recorrente dos militares nesse tipo de operação levanta debates sobre a real efetividade dessas ações e a necessidade de fortalecimento das polícias e das políticas públicas de segurança, para que o enfrentamento ao crime organizado seja duradouro e estruturado.



SIGA-NOS EM NOSSAS REDES SOCIAIS
Siga-nos no X, clique aqui 
Siga-nos no Instagram, clique aqui 
Clique aqui para falar no WhatsApp 

29 abril 2025

Major quer ir ao STF para pedir aumento aos Policiais, mas está enfrentando obstáculos dos políticos

O cenário da recomposição salarial dos PMs no Rio de Janeiro tornou-se uma verdadeira novela, marcada por anos de luta e frustrações. Em entrevista ao canal Segurança e Defesa TV, o Major PM Luigi revelou os bastidores dessa batalha, destacando a necessidade urgente de um reajuste digno para os servidores da segurança pública.

A discussão gira em torno do direito constitucional à recomposição salarial, previsto no artigo 37, inciso X, da CF, que determina a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos. No entanto, na prática, esse direito tem sido sistematicamente negligenciado, gerando indignação e mobilização entre os militares e demais servidores do estado.

Nesse contexto, o Major Luigi anunciou sua intenção de ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao STF, buscando garantir a efetivação desse direito. Ele enfatizou que a ADI não se trata de um aumento salarial arbitrário, mas sim da atualização dos vencimentos conforme determina a Constituição. A movimentação em torno dessa ação já começou a mexer com o tabuleiro político fluminense, pressionando deputados e partidos a se posicionarem diante da demanda dos servidores.

Além disso, o Major Luigi relatou que a pressão exercida pelos servidores públicos, especialmente os militares, obrigou os deputados estaduais a criarem uma comissão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para discutir a recomposição salarial. No entanto, ele criticou a postura de muitos parlamentares, que têm feito "ouvidos de mercador" diante das reivindicações, demonstrando falta de sensibilidade diante do sofrimento de milhares de famílias que dependem desses salários defasados. O Major ressaltou que a fome e a necessidade não podem esperar, e que a urgência da situação exige respostas concretas e imediatas das autoridades.

Na busca por apoio para viabilizar a ADI, o Major Luigi vem dialogando com diversos partidos políticos, tanto de direita quanto de esquerda, demonstrando que a luta pela recomposição salarial é suprapartidária. Ele citou tratativas com partidos como Mobiliza (PMN), PRTB, PT, PSD, Avante e, principalmente, o PDT, que teria demonstrado maior disposição em abraçar a causa. O projeto elaborado por Luigi foi encaminhado ao jurídico do PDT, que elogiou a iniciativa, mas ainda não deu uma resposta definitiva, o que tem gerado expectativa e cobrança por parte dos policiais.

Outro ponto destacado na entrevista é a necessidade de transparência e mobilização coletiva. O Major Luigi fez questão de expor os nomes dos partidos e autoridades envolvidos nas negociações, defendendo que a solução para a recomposição salarial deve ser construída de forma aberta e democrática. Ele também ressaltou que, caso não haja respaldo partidário, a alternativa será buscar o apoio de entidades de classe com representatividade nacional para ingressar com a ADI no STF, mostrando que não faltam caminhos para levar a demanda adiante.


É importante ressaltar que a recomposição salarial não beneficia apenas os policiais da ativa, mas também aposentados, pensionistas e servidores de outras áreas, como saúde e educação. Muitos desses profissionais, especialmente os veteranos, enfrentam dificuldades extremas para sobreviver, recorrendo a vaquinhas para pagar contas básicas e adquirir alimentos. O Major Luigi destacou que a recomposição é um direito de todos os servidores, e não pode ser tratada como privilégio de uma casta específica.

O Major também criticou a prática de reajustes diferenciados entre categorias e patentes, como ocorreu recentemente em outros estados, onde índices de aumento variaram entre policiais civis, militares e técnicos científicos. Para ele, essa diferenciação é inconstitucional e fere o princípio da isonomia, agravando ainda mais o sentimento de injustiça entre os servidores públicos. Ele defende que o reajuste deve ser linear, alcançando todos de forma igualitária, conforme determina a Constituição.

Luigi reforçou seu compromisso com a causa, afirmando que não busca protagonismo ou holofotes, mas sim uma solução efetiva para o drama vivido pelos servidores do Rio de Janeiro. Ele conclamou a sociedade e os colegas de farda a se manterem mobilizados, pressionando deputados, partidos e entidades para que a ADI seja protocolada o quanto antes. Segundo ele, o momento é de união e coragem, pois apenas com pressão e transparência será possível romper o ciclo de descaso e garantir justiça salarial para quem arrisca a vida diariamente pela segurança da população.

 

SIGA-NOS EM NOSSAS REDES SOCIAIS
Siga-nos no X, clique aqui 
Siga-nos no Instagram, clique aqui 
Clique aqui para falar no WhatsApp 

 

27 abril 2025

Em busca de milhões de reais por honorários, Advogados fazem de tudo para pegar dinheiro do Policial Militar

O canal Segurança e Defesa TV, comandado por Rodney Idankas, trouxe à tona um debate importante para policiais militares, veteranos e pensionistas de São Paulo: a cobrança do Adicional Local de Exercício (ALE) e a necessidade – ou não – de ser associado a uma associação para ter direito ao montante de dinheiro que o Estado ficará devendo.

O episódio ganhou destaque após o veterano PM e advogado Gimenes contestar publicamente o advogado Negri, representante da AMESP, devido à mudança de posicionamento deste último sobre o tema.

Inicialmente, o advogado Negri e a AMESP defendiam que apenas associados teriam direito ao ALE 100% no padrão. Essa era uma posição tradicional das associações, que alegavam ser necessário o vínculo associativo para ingressar com a ação de cobrança do adicional.

No entanto, Gimenes, veterano da Polícia Militar e advogado, sempre sustentou que, segundo a jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo e dos tribunais superiores, não há exigência de associação para garantir esse direito.

Com o passar do tempo, advogados independentes, como Gimenes, começaram a obter êxito em ações judiciais para não associados, ampliando o debate e pressionando as entidades a reverem seus entendimentos.


Essa atuação provocou uma mudança significativa: Negri, antes categórico em afirmar que o benefício só valia para associados, passou a admitir publicamente que está estudando a possibilidade de também atuar em favor de não associados, caso encontre respaldo jurídico seguro para isso.

Essa mudança de postura foi o ponto central da crítica de Gimenes e de outros advogados. Para ele, o reconhecimento por parte do advogado da AMESP de que não associados podem ter direito ao ALE representa a vitória de uma tese defendida há tempos por advogados independentes. Gimenes destaca que a liberdade de escolha – ser ou não associado – é fundamental para garantir igualdade de oportunidades a todos os policiais e pensionistas, independentemente de sua filiação a entidades de classe.

Debate sobre Ação ALE 100% no padrão

O debate nas redes sociais expôs uma divisão dentro da própria advocacia que atua em defesa dos direitos dos policiais militares. Enquanto alguns advogados ainda defendem a exclusividade para associados, outros, como Gimenes, apontam que a jurisprudência atual é clara e permite que qualquer policial ou pensionista busque o direito ao ALE, mesmo sem vínculo associativo.

Essa divergência, inclusive, pode gerar discussões éticas entre os profissionais do direito, como destacou o apresentador do canal.

O episódio serve de alerta para a categoria: é essencial buscar informações atualizadas e consultar advogados de confiança antes de tomar decisões sobre ações judiciais. O canal Segurança e Defesa TV reforça seu compromisso em informar e orientar policiais, veteranos e pensionistas, destacando que a luta pelo reconhecimento de direitos deve ser pautada pelo conhecimento técnico e pela defesa da dignidade dos profissionais da segurança pública.



SIGA-NOS EM NOSSAS REDES SOCIAIS

 

Juiz Militar defende o avanço das Guardas Municipais rumo à Polícia Municipal

A fala do juiz e professor Dr. Roth , durante evento de segurança em São Paulo, reforçou uma pauta cada vez mais presente entre profissionai...