24 julho 2025

Isenção da Contribuição Militar até o teto do INSS: um direito que os veteranos do RJ devem requerer

Militares inativos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro têm protocolado requerimentos administrativos solicitando a isenção da contribuição militar até o teto do INSS, atualmente em torno de R$ 8.100. A iniciativa ganha força diante da diferença de tratamento entre pensionistas, que já usufruem dessa isenção, e os veteranos, que continuam a contribuir integralmente sobre o total dos seus proventos.

A mobilização, liderada por militares como o Major Luig, fundamenta-se no princípio da isonomia previsto na Constituição Federal, que assegura tratamento igualitário entre servidores públicos. Além disso, a Lei Estadual nº 9.537/2021, no artigo 14, parágrafo 4º, já garante a concessão da isenção aos pensionistas, o que reforça a argumentação de que os inativos têm direito ao mesmo benefício.





O requerimento administrativo, instrumento formal de comunicação com a administração militar, é apresentado em núcleos da Divisão de Veteranos e Pensionistas (DVP) e pede o reconhecimento oficial dessa isenção, amparado pelos dispositivos constitucionais dos artigos 5º, 40 e 201, que tratam da isonomia, da previdência dos servidores públicos e do teto do Regime Geral de Previdência Social, respectivamente.

O Major Luig e outros militares que já submetem esses pedidos alertam para a importância da via administrativa como primeiro passo. Contudo, reconhecem que, caso o pedido seja negado, o caminho natural será a judicialização da demanda. Estima-se que os valores retroativos de contribuições indevidas podem ultrapassar R$ 50 mil por beneficiário, considerando correção monetária e juros.

Especialistas apontam que essa disputa centraliza-se no princípio constitucional da igualdade, uma vez que não há justificativa legal para que pensionistas tenham benefícios que não se estendam aos inativos. A discussão também envolve o princípio da autotutela administrativa, que autoriza a administração pública a corrigir erros e injustiças por suas próprias vias.

A adesão ao movimento cresce entre os militares do estado, que também buscam apoio jurídico para fortalecer a causa. Enquanto isso, a expectativa é de que o governo estadual analise os pedidos e, se for o caso, conceda a isenção de forma administrativa, evitando litígios prolongados.


Próximos passos

Para os militares e seus familiares, a conquista representa não só uma economia significativa, mas também o reconhecimento de um direito baseado na justiça e na equidade. A difusão de informações, por canais especializados no YouTube e outras plataformas, tem sido essencial para orientar e mobilizar essa comunidade.

A luta pelo direito à isenção da contribuição até o teto do INSS para os militares veteranos do Rio de Janeiro reflete uma busca legítima pela correção de uma distorção, assegurando que o tratamento seja uniforme entre os beneficiários da previdência estadual. O cenário, agora, aguarda a resposta administrativa ou judicial para consolidar essa conquista.








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23 julho 2025

Reforma ou Recompensa? Oficiais da reserva estão acumulando R$ 65 mil / mês no serviço público federal

No universo militar brasileiro, a discussão sobre remuneração sempre causa polêmica, principalmente quando são divulgadas discrepâncias entre os reajustes recebidos pelos comandantes das Forças Armadas e aqueles destinados à tropa, especialmente às praças. Recentemente, a revista Sociedade Militar trouxe à tona dados que agitaram o setor: enquanto os comandantes das forças acumulam aumentos que chegam a 13%, praças ficaram limitadas a 4,5%.

Remunerações e Aumentos: De Onde Vêm os Números?

Segundo a reportagem, comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica — todos atualmente na reserva — vêm recebendo remuneração total que, em 2025, supera R$65 mil. Este valor resulta do acúmulo de dois salários: o de militares da reserva (reformados) e o de cargos comissionados que ocupam atualmente como servidores públicos federais.

  • Reajuste de comissionados: Em abril de 2025, ocorreu um aumento civil de cerca de 30% para estes cargos, elevando o salário comissionado dos comandantes de R$18 mil para R$24 mil.

  • Reajuste militar: O salário como militar variou de cerca de R$39 mil para R$41 mil ao longo de 2025.

  • Resultado: Ao somar ambos, a remuneração bateu a marca de R$65 mil.

Enquanto isso, praças, ativos, inativos e pensionistas receberam reajustes bem menores: apenas 4,5% no mesmo período.





Por Que a Diferença é Tão Grande?

A principal justificativa oficial para o aumento seletivo no topo da carreira — segundo o governo e o Ministério da Gestão — é a necessidade de manter o nível de remuneração compatível para cargos estratégicos e de reter talentos importantes para o Executivo Federal. Ou seja, o topo da hierarquia administrativa, civil ou militar, acaba sendo priorizado nos reajustes salariais.

No entanto, a diferença entre o reajuste dos comandantes e das praças tem sido motivo de insatisfação e debate. Há o argumento clássico do “escalonamento vertical”, em que cargos de maior responsabilidade recebem salários mais altos. Mas, como expõem representantes e entusiastas da classe, a desigualdade se acentua com o tempo — tornando-se gritante em cenários como o atual.

O Que Dizem os Militares e a Comunidade?

Há consenso entre muitos especialistas e representantes da categoria de que todos — oficiais, praças e pensionistas — deveriam ser reconhecidos financeiramente. Afinal, tanto oficiais quanto praças dedicam uma vida inteira ao serviço público, muitas vezes desde a juventude, enfrentando desafios e riscos equivalentes em prol da sociedade e da defesa nacional.

A situação das pensionistas, por exemplo, é sensível: relatos apontam dificuldades para arcar com despesas como planos de saúde, principalmente diante de hospitais militares frequentemente operando no limite de sua capacidade.

Acúmulo de Cargos e o Teto Constitucional

Outra questão importante envolve o acúmulo de salários. Ao ocupar cargos comissionados após a passagem para a reserva, comandantes conseguem superar o teto do funcionalismo público — atualmente em torno de R$46 mil a R$48 mil (teto do STF). Como um salário militar e um civil, as remunerações não se somam para fins de abate-teto, o que permite ganhos significativamente acima do teto convencional. Os servidores, porém, continuam sujeitos às normas de contribuição e à carga tributária, incluindo os 27,5% de Imposto de Renda.

Reflexão para o Futuro: Permanência e Renovação

O movimento de oficiais da reserva que buscam novas funções públicas após 30 ou 35 anos de serviço levanta uma questão relevante: seria o momento de discutir a possibilidade de estender o tempo de permanência ativa nas Forças Armadas? Ou esta circulação ajuda a oxigenar a administração pública, abrindo oportunidades para novas gerações?

Enquanto o debate se intensifica, permanece a demanda central: não se trata de reduzir os salários dos generais e comandantes, mas sim de reconhecer e valorizar, por meio de melhorias salariais, todos aqueles que dedicam sua vida ao serviço militar, especialmente as praças, que são o coração da operação diária das Forças Armadas.

Qual sua opinião sobre esse modelo de remuneração nas Forças Armadas? A desigualdade salarial é justificável? Aumentos deveriam ser equitativos, considerando a dedicação de todos os segmentos da tropa? Deixe seu comentário abaixo e continue acompanhando o debate!





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19 julho 2025

Major PM Luigi expõe irregularidades no TCE-RJ em entrevista ao Canal Segurança e Defesa TV

Durante entrevista ao canal Segurança e Defesa TV, o Major PM Luigi, conhecido defensor da causa "GRAM para Todos", fez sérias denúncias envolvendo o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A principal acusação é que processos importantes, que tratam de direitos de veteranos e pensionistas da Segurança Pública, estão sendo travados dentro do órgão, sem justificativa plausível.

Segundo o Major, dois processos estão paralisados: um sobre a concessão da Gratificação de Representação por Atividade Militar (GRAM) e outro sobre a isenção de contribuição dos pensionistas. Ele afirmou que pediu a suspeição de conselheiros envolvidos, como o presidente do TCE, Márcio Pacheco, e o vice-presidente Tiago Pampolla, por possível conflito de interesses. No entanto, esses pedidos não teriam sido devidamente considerados.



Revelação do Major

O Major revelou que os próprios conselheiros dos processos não sabiam da existência dos pedidos de suspeição apresentados. A partir da divulgação dessas informações no canal, o número dos processos finalmente apareceu, mas, mesmo assim, os procedimentos continuaram parados sob responsabilidade do presidente do TCE. Para o Major, trata-se de obstrução da fiscalização e descumprimento do regimento interno da instituição.





A situação gerou indignação entre milhares de inativos e pensionistas, especialmente pela falta de transparência e de andamento legal. Segundo o Major, mais de 300 veteranos já faleceram esperando uma solução sobre o pagamento da gratificação. Ele também criticou a ausência de atuação da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio), especialmente dos deputados ligados à Segurança Pública, que, segundo ele, ignoram o problema.

Como forma de reforçar a pressão, Luigi convocou os militares e cidadãos a enviarem e-mails à Corregedoria do TCE, cobrando providências. Ele afirmou que se as medidas corretivas não forem tomadas dentro do órgão, o próximo passo será levar o caso ao Ministério Público Federal, Polícia Federal e STJ. Para ele, se há regras no regimento interno, elas devem ser cumpridas por todos — do presidente aos funcionários de base.

O canal Segurança e Defesa TV confirmou que já está em contato com a delegada e ex-deputada Marta Rocha, para uma nova entrevista sobre o caso. O Major encerrou pedindo união e apoio da sociedade, reforçando que a luta é por direitos já garantidos por lei, mas que estão sendo negados ou adiados injustamente.






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18 julho 2025

Veteranos, Pensionistas e Ativos: Major Luigi explica contribuição militar e mobiliza "mais de 60 mil esperançosos"

Em um episódio repleto de esclarecimentos e posicionamentos firmes, o Major PM Luigi participou do SDTV Podcast, conduzido por Rodney Idankas, para discutir a repercussão do Tema 1177 e a situação previdenciária dos militares no estado do Rio de Janeiro. Em clima de transparência e compromisso com os veteranos, pensionistas e policiais da ativa, o major usou o espaço para explicar aspectos jurídicos e administrativos da contribuição militar e do sistema previdenciário retributivo que rege os integrantes das Forças de Segurança estaduais.

Durante a conversa, o Major Luigi reiterou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o excesso da União ao impor a contribuição de 10,5% sobre os proventos brutos, mas deixou claro que cada estado teria autonomia para retomar o "status quo ante", ou seja, restaurar as regras anteriores à Reforma — desde que feito de maneira genérica e isonômica. 

O ponto crítico, segundo ele, é que não se pode misturar os regimes contributivo dos servidores civis com o retributivo dos militares: “Não dá para querer o melhor dos mundos. Ou é um, ou é outro. Ou volta todo mundo ou ninguém", afirmou.




Luigi também criticou politizações em torno do tema, sublinhando que muitos utilizam o discurso em favor das pensionistas unicamente como bandeira política, sem compreender as implicações técnicas e jurídicas das mudanças. Segundo ele, a proteção social dos militares é sustentada por um sistema próprio e solidário, no qual todos contribuem igualmente — da ativa aos veteranos e pensionistas. 

"Queremos é igualdade de tratamento, isonomia de verdade conforme está previsto na Constituição. Não dá para veterano pagar mais e pensão pagar menos. Igualdade para todos", defendeu o major com ênfase.

Além dos esclarecimentos, o Major Luigi anunciou sua iniciativa de entrar com requerimentos administrativos e judiciais baseados no princípio da isonomia, em busca do mesmo tratamento previdenciário temporariamente conquistado pelas pensionistas por meio da liminar que suspende a contribuição de 10,5% sobre o valor bruto. "Vamos acionar o artigo 5º, o artigo 40 e o 201 da Constituição Federal. 

Se for benefício, que seja para todos enquanto essa liminar estiver vigente", declarou, ressaltando que os processos no Tribunal de Contas do Estado (TCE) estão previstos para o início de agosto.


Próximos passos

Encerrando a entrevista, o apresentador Rodney Idankas reforçou a importância do engajamento da categoria na luta por seus direitos e no apoio a vozes que representam a "visão da tropa". Rodney destacou que 80% dos que assistem ao canal SDTV no YouTube ainda não são inscritos, e convocou os militares, pensionistas e simpatizantes a se inscreverem para não perder novos conteúdos informativos, políticos e institucionais. “O Major tá sempre esclarecendo e dialogando diretamente com a tropa. Isso é raro, e precisamos apoiar”, completou o podcaster.

 A participação do Major Luigi sela mais uma etapa de seu engajamento político e institucional. Pré-candidato à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ele reafirma seu compromisso com a base da segurança pública e com um discurso que visa garantir justiça previdenciária e representatividade legítima para aqueles que dedicam a vida à segurança da população. 

“Ninguém fica para trás”, afirmou o major — um lema que, ao que tudo indica, continuará pautando suas ações nos próximos capítulos dessa jornada.






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Praças Sem Voz: Prosa Militar expõe desamparo e desigualdade na carreira militar

No mais recente episódio do programa Prosa Militar, conduzido por um veterano da Marinha, os participantes promoveram um intenso debate sobre a exclusão histórica das praças e pensionistas das decisões políticas que afetam diretamente suas condições de vida. Durante mais de uma hora de conversa, foram denunciadas desigualdades estruturais nas Forças Armadas, a ausência de representatividade no Congresso Nacional e uma lei de reestruturação da carreira militar (Lei 13.954/2019) que, conforme apontado, serviu majoritariamente aos interesses das altas patentes.

Um dos principais pontos abordados foi a composição do chamado "gabinete parlamentar fardado", formado essencialmente por oficiais generais, enquanto os militares de patentes inferiores seguem com participação quase inexistente nas esferas de poder. Segundo os debatedores, o contexto atual reflete um abandono das praças e pensionistas, cujas demandas foram ignoradas na formulação de políticas recentes, como a referida lei, que reduziu benefícios e aprofundou desigualdades salariais entre os diferentes postos e graduações.




Crítica Aberta

A crítica recaiu também sobre a estratégia política dos altos comandos, que têm distribuído condecorações e benesses a parlamentares e autoridades civis, numa clara tentativa de manter influência e apoio institucional. Com o gato veto parlamentar, generais se distanciam ainda mais das bases, que enfrentam filas em hospitais militares, baixa remuneração e falta de perspectiva de progressão na carreira. Enquanto isso, muitos oficiais superiores e generais desfrutam de estruturas privilegiadas e imóveis funcionais de alto padrão.

O programa trouxe ainda relatos sobre tentativas frustradas de articulação política das praças, destacando episódios em que representantes da base foram ignorados ou tiveram portas fechadas em gabinetes do Executivo e Legislativo. Cada vez mais distantes do centro de deliberações, os militares da reserva e pensionistas apelam à mobilização popular como a única via possível para pressionar por mudanças. No entanto, foi lamentada a falta de unidade entre as forças e segmentos, gerando um cenário de desarticulação e apatia.

A transmissão evidenciou, ainda, que a falta de conhecimento técnico sobre orçamentos, legislações internas e direitos garantidos coloca as praças em condição de desvantagem nas negociações com os comandos e o Ministério da Defesa. Diante disso, foi reforçada a necessidade de formação política e jurídica dos militares de base, com o apoio de associações e entidades como o IBAL, que atua na análise de legislações que impactam os militares e forças de segurança pública.


Próximos Passos

Encerrando o programa, os participantes fizeram um chamado enfático à união nacional das praças e pensionistas. Alertaram que, sem representatividade real, conhecimento técnico e esforço coletivo, os militares continuarão sendo excluídos das melhorias estruturais e relegados ao abandono. “Nossa única arma hoje é o voto”, resumiu uma das participantes, cobrando engajamento efetivo da comunidade militar nas próximas eleições para transformar o presente e garantir futuro digno à família militar.

 



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11 julho 2025

Debandada de Militares Federais: Causas, Impactos e Soluções

Nos últimos anos, as Forças Armadas brasileiras enfrentam uma debandada crescente de militares federais, incluindo oficiais superiores, especialistas e praças. O fenômeno, amplamente noticiado em portais militares e de defesa, preocupa pelo impacto imediato na estrutura das forças e pelos reflexos em outras áreas da segurança pública.



Principais Causas do Abandono
Defasagem Salarial: A remuneração dos militares federais ficou defasada em relação a outras carreiras públicas e privadas, tornando a carreira menos atrativa, especialmente para profissionais altamente qualificados como engenheiros, médicos e pilotos. Oficiais superiores relatam que o salário na ativa é significativamente menor do que na iniciativa privada para funções similares.
Reformas e Perda de Benefícios: Mudanças no sistema de proteção social dos militares, como o aumento da idade mínima para aposentadoria e extinção de benefícios históricos, geraram insatisfação e insegurança quanto ao futuro da carreira.
Rotina Extenuante e Falta de Perspectiva: Jornadas de trabalho intensas, acúmulo de funções administrativas e a percepção de estagnação na carreira contribuem para o desânimo, especialmente entre oficiais intermediários e superiores
Desvalorização Profissional: Militares de patentes mais baixas relatam falta de reconhecimento, tratamento desigual e ausência de incentivos para progressão na carreira. 

Tarefas burocráticas e cerimoniais aumentam a insatisfação
Condições Materiais e de Trabalho: A precariedade de equipamentos e a falta de investimentos em infraestrutura, como aviões parados e cortes orçamentários, levam à frustração e à busca por oportunidades no setor privado.
Mudança no Perfil e Expectativas: As novas gerações de militares demonstram menor identificação com o modelo tradicional das Forças Armadas e buscam maior qualidade de vida e reconhecimento social.

Impactos Visíveis
O Exército Brasileiro chegou a perder um oficial a cada dois dias em 2025, incluindo oficiais superiores e intermediários.
Marinha e Exército perderam juntos mais de 5 mil profissionais em dez anos, com picos de evasão nos últimos anos.
Migração em massa de militares para polícias estaduais, especialmente no Rio de Janeiro, em busca de melhores condições de trabalho e salários.
Clubes e associações militares, como o Clube Militar, perderam até um terço dos associados, refletindo o desinteresse dos jovens oficiais.

Possíveis Soluções em Debate
Revisão Salarial e de Benefícios: Implementação de reajustes salariais e criação de adicionais específicos para funções de alta responsabilidade ou risco, como aviação e engenharia, sem necessidade de longos processos legislativos.
Modernização da Carreira: Reformulação das estruturas de progressão e reconhecimento, valorizando o mérito e a especialização. Incentivos à permanência de jovens oficiais e abertura de canais de diálogo sobre as demandas das novas gerações.
Ajuste das Reformas Previdenciárias: Reavaliação das mudanças recentes, buscando equilíbrio entre sustentabilidade fiscal e reconhecimento das especificidades da carreira militar, como ausência de direitos trabalhistas comuns (greve ou FGTS).
Melhoria das Condições de Trabalho: Investimento em infraestrutura, equipamentos e formação continuada, além de redução da sobrecarga administrativa e de tarefas não essenciais.
Diálogo Institucional: Fortalecimento do diálogo entre governo e representantes militares, com participação ativa das associações e clubes, visando soluções negociadas e transparentes.

A debandada de militares federais é um sintoma de problemas estruturais e conjunturais que afetam as Forças Armadas brasileiras. O enfrentamento desse desafio exige uma abordagem multifacetada, que combine valorização profissional, modernização institucional e respeito às especificidades da carreira militar. O futuro das Forças Armadas depende da capacidade de adaptação às novas demandas sociais e profissionais, garantindo a motivação e o comprometimento de seus integrantes.

Juiz Militar defende o avanço das Guardas Municipais rumo à Polícia Municipal

A fala do juiz e professor Dr. Roth , durante evento de segurança em São Paulo, reforçou uma pauta cada vez mais presente entre profissionai...