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09 agosto 2025

Aposentadoria da Mulher Policial: entenda porque o tempo é diferente!

A luta por direitos dentro das carreiras policiais é constante, e a questão da aposentadoria das mulheres policiais tem ganhado destaque. Recentemente, a APMDFESP, que se identifica como a primeira associação a mover uma ação judicial sobre o tema, está na vanguarda desse movimento, buscando garantir que as profissionais da segurança pública tenham seus direitos reconhecidos. A associação não se restringe a um único estado, mas abrange policiais militares, civis, científicas, penais e guardas municipais de todo o Brasil.

O cerne da questão é o reconhecimento da jornada dupla ou tripla que muitas mulheres enfrentam. Além de sua atuação como profissionais da segurança pública, elas frequentemente acumulam responsabilidades familiares como mães e esposas. Essa realidade, que já é considerada para a aposentadoria em carreiras civis e militares de outras áreas, precisa ser aplicada de forma justa também no mundo policial. O objetivo é garantir que a diferença de gênero e a carga extra de trabalho sejam consideradas na hora de definir os critérios de aposentadoria.



Diretor Financeiro da APMDFESP


A associação APMDFESP acredita que a via judicial é o caminho mais eficaz para alcançar esse objetivo. Segundo a entidade, o Estado, por si só, raramente concede esses direitos sem a necessidade de uma ação. A atuação de um corpo jurídico especializado, como o da associação, é fundamental para garantir que as demandas das associadas sejam tratadas de forma profissional e com maiores chances de sucesso. Isso garante que as policiais de todo o país tenham uma representação forte e coesa na busca por seus direitos.

A iniciativa da associação ganha ainda mais força com as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma decisão, o ministro Flávio Dino suspendeu a regra que igualava a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres policiais civis e federais, considerando que a regra desconsiderava a diferenciação de gênero. Essa decisão é um passo importante, pois sinaliza que a Justiça está atenta a essa questão e reconhece a necessidade de critérios diferentes para as mulheres.

A decisão do STF foi referendada pelo plenário e direcionou a aplicação da norma para alguns estados, entre eles São Paulo e Rio de Janeiro, que estavam entre os que se opunham a essa diferenciação. Com isso, a decisão não é apenas uma possibilidade, mas uma determinação que exige que esses estados se manifestem e se adequem. É um sinal claro de que a igualdade de tratamento em relação à aposentadoria, sem considerar as particularidades da mulher, é algo inconstitucional.

Em resumo, a luta por uma aposentadoria justa para a mulher policial é um reflexo de uma sociedade que começa a reconhecer as particularidades e desafios enfrentados por essas profissionais. A atuação de associações como a APMDFESP, somada a decisões favoráveis da mais alta corte de justiça do país, mostra que o cenário está mudando. É uma batalha que valoriza a mulher em sua integralidade, reconhecendo não apenas seu papel profissional, mas também suas outras jornadas de vida.





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12 junho 2025

GCM criticou podcast de policiais.

O SDTV Podcast, apresentado por Rodney Idankas, é um canal dedicado a informar e refletir sobre a realidade enfrentada por policiais e guardas municipais em todo o país. O programa se propõe a ir além de discussões políticas, abordando temas sensíveis e cotidianos da atividade policial, como os desafios emocionais, os riscos da profissão e o impacto na vida pessoal dos profissionais de segurança. Em um dos episódios, um convidado com ampla experiência na área destacou que, mais do que força, é essencial ter propósito para enfrentar a rotina da linha de frente.

A discussão começou com uma crítica a certos podcasts sensacionalistas, onde veteranos da segurança pública relatam feitos antigos, muitas vezes duvidosos e, pior, tratados como façanhas. “Arma na mão, corpo no chão” não é bravura, é irresponsabilidade. Esse tipo de narrativa distorce a realidade e forma gerações de jovens que confundem autoridade com violência. Um dos relatos mais impactantes foi de um policial que, motivado por bullying, entrou na corporação com sede de revanche, não de justiça.



O episódio também abordou tragédias que marcam e não cicatrizam. O caso do guarda Ferraz, de Francisco Morato, cuja criança fardada buscava pelo pai no velório, revela que o preço da farda é muitas vezes a ausência em casa – ausência eterna. A empatia é colocada em xeque quando alguém comemora ou banaliza esse tipo de perda. É preciso lembrar: quem veste uma farda também tem família, sentimentos e uma luta diária para manter a sanidade.

Outro ponto forte foi o relato do policial PCD Figueiredo, vítima de fogo amigo. Mesmo após décadas, a dor e o trauma ainda estavam vivos. E o que fez? Ligou para o colega que atirou nele e disse: “Hoje você vai dormir em paz.” Isso mostra que quem é de verdade nessa profissão não glorifica a morte – carrega ela como um fardo. Quem acha bonito ver violência, talvez precise repensar se realmente está preparado para ser policial.

Dentro da corporação, há outro inimigo silencioso: a perda de propósito. Muitos guardas estão vazios por dentro, sem reconhecimento, sem estrutura e sem perspectiva. É nesse ponto que o episódio faz um chamado claro: precisamos de aposentadoria digna, porte de arma nacional e um resgate urgente do propósito. Sem isso, nenhuma estrutura ou viatura basta. Quando o coração está cheio, a farda tem peso, mas também tem sentido.

O SDTV Podcast também tocou em temas sensíveis como a saúde mental dos agentes e a crise espiritual que muitos enfrentam após verem de perto o pior da humanidade. Muitos se perguntam onde está Deus no meio de tanto sofrimento. Outros tentam preservar a última centelha de humanidade olhando para o espelho e buscando reconhecer a si mesmos.

Finalizando, o episódio trouxe uma poderosa distinção entre ser profissional e ser construtor. O profissional recebe salário. O construtor, constrói liberdade. E é esse o desafio lançado: ser aquele que transforma a instituição de dentro para fora, com coragem, propósito e fé. O legado de quem vive com sentido não se apaga – ele ecoa, mesmo depois do último fôlego.

Esse foi mais um episódio do SDTV Podcast, com uma conversa que precisa ser ouvida, refletida e, principalmente, vivida por quem veste a farda todos os dias.


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23 maio 2025

Vai ter dinheiro para os Policiais e Militares se aposentarem?

O artigo “Os Comensais da Previdência”, de Alexandre Sarquis, conselheiro substituto do TCE-SP, propõe uma reflexão profunda sobre a sustentabilidade e os desafios do sistema previdenciário brasileiro, com especial atenção ao contexto dos servidores públicos e militares do Estado de São Paulo. 

Sarquis utiliza referências literárias, como Machado de Assis e Rui Barbosa, para ilustrar a necessidade de maturidade e responsabilidade intergeracional nas decisões previdenciárias, destacando que as escolhas feitas hoje impactarão diretamente as futuras gerações — que, em última análise, seremos nós mesmos, reiterados no tempo.


Sarquis critica a lógica política de curto prazo predominante no Brasil, em que decisões relevantes são pautadas pelo ciclo eleitoral de quatro anos, o que frequentemente resulta em medidas que priorizam o bem-estar imediato em detrimento da saúde financeira futura dos regimes de previdência. Ele contesta a ideia, comum em certos círculos econômicos, de que destinar recursos à previdência social prejudica investimentos, argumentando que tal alocação representa, na verdade, uma forma de poupança pública que, se bem administrada, pode fomentar investimentos sustentáveis.

O conselheiro destaca ainda os diversos mecanismos que contribuem para o desequilíbrio financeiro e atuarial dos regimes próprios de previdência, como a concessão de benefícios sem a devida fonte de custeio, a flexibilização de regras para aposentadorias mais vantajosas e a adoção de práticas que postergam a responsabilidade fiscal para gerações futuras. 

No caso específico dos militares do Estado de São Paulo, Sarquis ressalta que as regras de aposentadoria frequentemente são objeto de discussões e ajustes, muitas vezes sem o devido respaldo financeiro, o que agrava o risco de colapso do sistema.

No contexto dos militares paulistas, é importante observar que o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores estaduais, incluindo os militares, exige equilíbrio financeiro e atuarial, conforme determinações constitucionais e normativas específicas. A legislação estadual fixa limites e critérios para concessão de aposentadorias e pensões, mas a pressão por benefícios mais generosos e transições suaves — especialmente em períodos de reforma previdenciária — tende a tensionar ainda mais o sistema.

As decisões recentes do TCU reforçam o direito de contagem do tempo de serviço militar para fins de aposentadoria, ampliando o universo de beneficiários e, potencialmente, o passivo atuarial do Estado.

Sarquis enfatiza que a atuação dos Tribunais de Contas é fundamental para fiscalizar o cumprimento das normas de responsabilidade financeira, administrativa e previdenciária. Ele cita iniciativas como auditorias extraordinárias sobre descontos em folha de aposentados e pensionistas, inclusive dos militares, promovidas pelo TCE-SP, como essenciais para identificar práticas que possam comprometer a sustentabilidade do regime.

A fiscalização busca garantir que direitos sejam concedidos de acordo com a capacidade financeira do Estado, evitando a expansão desenfreada de benefícios sem o correspondente custeio.

Alexandre Sarquis conclama a sociedade e os gestores públicos a abandonarem a visão da previdência como um benefício fácil, sem sacrifício, e a reconhecerem a necessidade de disciplina, planejamento e responsabilidade. Ele alerta que a persistência em soluções casuísticas e imediatistas apenas perpetua um ciclo de crises e instabilidade, sendo urgente a celebração de um pacto lúcido e duradouro com a história e o futuro do Brasil.

No caso dos militares do Estado de São Paulo, isso significa enfrentar com transparência e coragem os desafios do equilíbrio atuarial, garantindo que os direitos.





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Juiz Militar defende o avanço das Guardas Municipais rumo à Polícia Municipal

A fala do juiz e professor Dr. Roth , durante evento de segurança em São Paulo, reforçou uma pauta cada vez mais presente entre profissionai...