Em um movimento que elevou a tensão geopolítica nas Américas, os Estados Unidos têm intensificado a pressão sobre o governo venezuelano, acusando diretamente o líder Nicolás Maduro e outras altas autoridades de envolvimento em narcoterrorismo.
A ação, segundo Washington, é parte de um esforço mais amplo para combater o tráfico de drogas e levar à justiça aqueles que usam o crime organizado para desestabilizar a região.
O governo americano, sob a administração de Donald Trump, foi explícito em suas acusações, denominando Maduro como o "chefe" do chamado "Cartel de los Soles", uma rede de narcotráfico que supostamente opera dentro da Venezuela.
Como parte dessa estratégia, o Departamento de Estado americano chegou a dobrar a recompensa por informações que levassem à prisão ou condenação de Maduro, o que foi interpretado como um sinal da seriedade das acusações.
A resposta dos Estados Unidos não se limitou a sanções e acusações diplomáticas. Reportagens de veículos como a CNN e o El País indicaram que Washington enviou navios de guerra e tropas para as águas do Caribe, próximas à costa venezuelana, sob a justificativa de combater o fluxo de drogas na região.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Trump "está preparado para usar todo o poder americano" para combater o tráfico de drogas e responsabilizar os envolvidos.
Em uma reação direta, Nicolás Maduro anunciou a mobilização de milícias em todo o território venezuelano. A convocação de milhões de "milicianos" foi vista como uma demonstração de força e uma tentativa de mostrar que o país está preparado para defender sua soberania contra o que Caracas classifica como uma "agressão" e uma "invenção" dos EUA.
Maduro e outros oficiais venezuelanos negaram as acusações, alegando que Washington estaria buscando uma intervenção militar.
Analistas de política internacional destacam que a abordagem americana reflete uma mudança de estratégia, que agora se concentra mais em desestabilizar o governo de Maduro por meio de pressões militares e sanções, em vez de buscar uma mudança de regime imediata.
A tensão em curso coloca em risco a estabilidade de toda a América Latina e evidencia um conflito com raízes profundas que envolve questões de soberania, narcotráfico e alinhamentos políticos na região.
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