As forças policiais brasileiras enfrentam um novo desafio: a integração da Geração Z em corporações tradicionalmente hierarquizadas e militarizadas. Jovens nascidos a partir da segunda metade da década de 1990 chegam às instituições com valores que contrastam com os modelos tradicionais de disciplina.
Uma enquete recente mostrou que 86% dos policiais entrevistados não consideram a hierarquia compatível com os ideais de liberdade e individualidade da nova geração. O resultado reflete a dificuldade de conciliar práticas rígidas com demandas por autonomia e protagonismo.
Nos comentários, surgiram propostas de desmilitarização das polícias estaduais, maior ênfase em formação técnica e transparência nos critérios de promoção. Para muitos, práticas baseadas apenas em obediência perdem espaço frente a jovens que valorizam diálogo e pensamento crítico.
Outro ponto relevante é o perfil educacional dos novos policiais. Diferente de décadas passadas, hoje é comum encontrar profissionais com ensino superior e até múltiplas graduações, o que os torna mais preparados para questionar rotinas consideradas inflexíveis.
A retenção também se torna um problema. Especialistas alertam que ambientes autoritários e pouco colaborativos aumentam a rotatividade, afastando bons profissionais. Já setores mais flexíveis, como Polícia Civil e Científica, além de áreas tecnológicas, podem se tornar destinos alternativos.
Exemplos internacionais reforçam a necessidade de mudança. O Exército dos Estados Unidos, por exemplo, adaptou currículos e processos de recrutamento para atender expectativas da Geração Z, utilizando plataformas digitais e priorizando experiências práticas.
No Brasil, ainda prevalece a burocracia. Salários confusos, progressões pouco claras e resistências institucionais dificultam o engajamento dos jovens policiais. Especialistas defendem reformas que unam disciplina com reconhecimento, criando ambientes de pertencimento e motivação.
O futuro das polícias depende da capacidade de diálogo entre tradição e modernidade. Incorporar valores da nova geração pode fortalecer as instituições e prepará-las melhor para enfrentar os desafios de segurança do século XXI.
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