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12 junho 2025

Policial militar que realiza bico pode estar cometendo crime militar e corre risco real de ser expulso da corporação.

Fala, pessoal! Seja bem-vindo ao canal Segurança e Defesa TV. Hoje a gente começa uma nova série aqui no canal: vamos falar sobre o Código Penal Militar. Isso mesmo, vamos destrinchar esse tema que, apesar de parecer distante para alguns, é muito mais próximo do dia a dia policial do que se imagina. Nos próximos episódios, vamos tratar de pontos específicos da legislação penal militar, sempre com exemplos práticos, do jeito que você já conhece aqui no canal. E, claro, com aquela pegada direta, sem enrolação, que é marca registrada da SDTV.

Bom, primeiro ponto que a gente precisa entender é o seguinte: existe a Justiça Militar da União e a Justiça Militar dos Estados. Qual a diferença? A Justiça Militar da União julga os militares das Forças Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica – quando eles cometem crimes militares previstos no Código Penal Militar (CPM). Já a Justiça Militar dos Estados julga os integrantes das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares dos estados. Aqui entram os militares estaduais, como os PMs de São Paulo, Minas Gerais, etc. Então, se um soldado do Exército comete um crime militar, ele vai ser julgado pela Justiça Militar da União. Agora, se for um policial militar que comete esse crime, a competência é da Justiça Militar Estadual. E aqui vai um detalhe importante: mesmo com essa separação, quem julga sempre é o Poder Judiciário, com juízes togados. Só que o juiz da Justiça Militar da União é federal, e o da Justiça Militar Estadual é estadual.



Na Justiça Militar da União, o julgamento é feito por um conselho composto por um juiz federal da Justiça Militar e por oficiais das Forças Armadas. Na Justiça Militar Estadual, o julgamento é feito por um juiz de direito e por oficiais da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros. Mas atenção: quando o crime é de menor potencial ofensivo ou não envolve hierarquia e disciplina, o juiz de direito pode julgar sozinho, sem o conselho de oficiais.

Uma das grandes dúvidas que surgem é: “Policial militar responde por crime comum ou crime militar?” A resposta depende. Se o PM está de serviço e comete um crime que tem relação com a função – por exemplo, desacatar um superior, abandonar o posto, desobedecer uma ordem direta – isso é crime militar e será julgado na Justiça Militar Estadual. Agora, se o PM está de folga, fora da função, e comete um crime como furto, roubo ou lesão corporal, mesmo que ele esteja armado, a princípio, ele responde na Justiça comum – ou seja, na vara criminal do fórum da cidade onde ocorreu o fato. Mas tem exceção: se ele usou da condição de policial, mesmo fora do serviço, para cometer o crime – por exemplo, se identificou como PM para intimidar alguém –, ele pode ser enquadrado na Justiça Militar. A análise é caso a caso.

Entender tudo isso é importante porque muitos PMs ainda acham que “isso não é comigo” ou que “a Justiça Militar é só para quem está no quartel”. Errado. Se você é policial militar ou bombeiro militar, está sob a jurisdição da Justiça Militar do seu estado. E mais: pode responder por crime militar mesmo sem saber que está cometendo um. Por isso, entender os principais artigos do Código Penal Militar pode te livrar de muita dor de cabeça.

No próximo episódio, a gente vai começar a entrar nos artigos do CPM, começando lá do artigo 1º, explicando direitinho o que é crime propriamente militar, o que é crime impropriamente militar, e vamos dar exemplos práticos. Se você curtiu esse conteúdo e quer continuar acompanhando essa série, se inscreve no canal, ativa o sininho, e compartilha com seus colegas de farda. Aqui é o Segurança e Defesa TV – onde o conhecimento é arma!




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17 maio 2025

Capitão avança sobre Advogado em Quartel da PM e comete ABUSO de AUTORIDADE, analisa especialista

No episódio do SDTV Podcast, o apresentador Rodney Idankas recebeu o advogado e veterano da Polícia Militar, Dr. Gilberto Silva, para discutir um caso que deixou todos perplexos: a atitude inesperada de um capitão da PM que avançou sobre um advogado durante o exercício de suas funções. O vídeo do incidente, amplamente divulgado nas redes sociais, mostra o momento em que o capitão, visivelmente alterado, tenta tomar à força o celular do advogado, que estava apenas cumprindo seu papel ao acompanhar um procedimento administrativo dentro de uma companhia da Polícia Militar de SP.

O mais surpreendente é que, segundo Dr. Gilberto, não havia qualquer justificativa legal para tal conduta. O advogado estava em uma área administrativa, sem restrição de acesso, e tinha o direito de gravar para garantir suas prerrogativas profissionais. Ainda assim, o capitão, em vez de agir conforme determina a lei e acionar os canais institucionais apropriados, partiu para uma atitude totalmente desproporcional e fora de nexo, tentando tomar o celular do advogado à força - algo que, segundo o próprio convidado, extrapola toda a legalidade e não encontra respaldo em nenhuma norma vigente.


Veja o vídeo sobre o comportamento do Capitão e análise do advogado


O episódio
ganhou contornos ainda mais graves quando se percebe que outros policiais presentes tentaram acalmar os ânimos, demonstrando que até mesmo entre os colegas a ação do capitão foi vista com estranheza. Dr. Gilberto destacou que, se o oficial acreditava que havia algum desvio de conduta por parte do advogado, deveria ter seguido os trâmites legais, comunicando a OAB e preservando o devido processo legal, e não recorrendo à força bruta. Tal comportamento, vindo de um comandante de companhia, é alarmante e compromete a imparcialidade do procedimento administrativo, podendo inclusive levar à nulidade do processo.

Outro ponto abordado na entrevista foi o impacto instituional desse tipo de conduta. Dr. Gilberto ressaltou que atitudes como essa não apenas ferem as prerrogativas dos advogados, mas também passam uma mensagem negativa para a tropa, podendo incitar comportamentos inadequados entre subordinados. Além disso, relatos de outros policiais sobre possíveis arbitrariedades cometidas pelo mesmo capitão reforçam a preocupação com a postura desse oficial no comando de suas funções.

A surpresa e o desconforto diante do ocorrido foram evidentes durante todo o bate-papo. Rodney Idankas e Dr. Gilberto questionaram se haveria algum tipo de ressentimento entre oficiais e praças, uma vez que o advogado envolvido também é ex-policial militar. No entanto, ambos concordaram que, independentemente do histórico pessoal, nada justifica o abuso de autoridade registrado no vídeo. O respeito mútuo entre profissionais da segurança pública e advogados é fundamental para o bom funcionamento das instituições e para a garantia dos direitos de todos os envolvidos.

Por fim, o SDTV Podcast reforça seu compromisso em denunciar abusos e defender o bom direito dentro das instituições de segurança pública. Casos como esse, infelizmente, vêm se tornando recorrentes, e é fundamental que sejam expostos e debatidos para que não se repitam. O canal segue aberto para ouvir todas as partes envolvidas e continuará trazendo temas relevantes para a sociedade, sempre em busca de justiça e respeito às leis.


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29 abril 2025

Veterano PM e Advogado crítico, Gimenes não economizou nas palavras e atirou para todos os lados! PM vai mandar embora por "via rápida"!

Na entrevista ao Canal Segurança e Defesa TV, conduzida por Rodney Idankas, o veterano e advogado Aurélio Gimenes trouxe reflexões diretas e preocupantes sobre a realidade dos policiais militares em São Paulo. Gimenes, com experiência tanto nas ruas quanto na advocacia, alertou para a chamada “via rápida” dentro da Polícia Militar, um mecanismo que, segundo ele, facilita a demissão de policiais de forma acelerada. 

Ele confessou que, mesmo formado em Direito e com duas pós-graduações, só passou a entender a gravidade desse instrumento após deixar a ativa, destacando que muitos policiais desconhecem detalhes da I-40 PM e do RDPM, regulamentos que podem ser decisivos para o futuro na corporação.

O advogado ressaltou que o discurso institucional de que “ninguém fica para trás” não condiz com a realidade vivida pelos policiais militares. Ele citou como exemplo a recomposição salarial de 2023, que, segundo ele, deixou muitos praças e oficiais subalternos para trás, com aumentos escalonados e diferenciados. Gimenes questionou a lógica de se promover reajustes distintos não só entre diferentes secretarias do governo, mas também dentro da própria Polícia Militar, criando divisões entre praças e oficiais.

Durante a entrevista, Rodney Idankas provocou Gimenes a explicar como a Constituição Federal, que prevê isonomia salarial entre servidores públicos, pode ser desrespeitada com índices de reajuste diferentes dentro da mesma Secretaria de Segurança Pública. 



Gimenes foi categórico ao afirmar que, apesar do mandamento constitucional, o Judiciário já consolidou o entendimento de que a competência para definir remuneração é exclusiva do governador do estado. Assim, buscar a via judicial para corrigir essas distorções, segundo ele, é praticamente inócuo, pois as decisões superiores tendem a manter a prerrogativa do Executivo.

Essa constatação coloca o policial militar em uma posição delicada: refém das decisões políticas e orçamentárias do governo estadual. Gimenes explicou que, mesmo havendo previsão constitucional para um índice único de reajuste, a justificativa da falta de recursos públicos é frequentemente utilizada para negar recomposições salariais justas, deixando os profissionais de segurança em situação de vulnerabilidade.

Outro ponto importante abordado na entrevista foi a rivalidade histórica entre as polícias Civil e Militar, agravada por políticas de reajuste diferenciadas. Para Gimenes, a falta de unidade e o tratamento desigual entre as corporações apenas aumentam as tensões internas e dificultam o trabalho conjunto, tão necessário para a segurança pública. Ele defende que o governo e a Secretaria de Segurança Pública deveriam buscar mecanismos para promover a união entre as polícias, ao invés de aprofundar divisões.

A fala de Gimenes serve como alerta e convite à reflexão para todos os policiais militares: é fundamental conhecer os regulamentos internos, entender seus direitos e desafios, e cobrar das lideranças institucionais e políticas um tratamento mais justo e transparente. O debate sobre valorização, isonomia e respeito ao policial militar precisa ser permanente, pois a segurança pública começa pelo respeito a quem a garante diariamente nas ruas.


O veterano e advogado Gimenes atende pelo WhatsApp (11) 93707-6217.

 

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Juiz Militar defende o avanço das Guardas Municipais rumo à Polícia Municipal

A fala do juiz e professor Dr. Roth , durante evento de segurança em São Paulo, reforçou uma pauta cada vez mais presente entre profissionai...