29 agosto 2025

Ataques à PM: Pressão da Mídia e Governo

Policiais militares vêm enfrentando uma onda de críticas da imprensa, com a maioria dos relatos focando exclusivamente em falhas operacionais, enquanto evidenciam conquistas e avanços da corporação. Essa tendência é alterada pelas mudanças políticas, principalmente nos estados em que governadores e secretários de segurança possuem formação militar, fator que muitos agentes são relevantes para a gestão pública, embora reconheçam que isso também potencializa o grau de exposição e cobrança institucional.

A valorização profissional é outro ponto de destaque. Embora as promessas de progresso entre os melhores do país sejam recorrentes nas campanhas eleitorais, a sensação predominante entre os policiais é de insatisfação, sem percepção de reconhecimento financeiro proporcional à responsabilidade da função. Fontes consultadas apontam que, em São Paulo, os vencimentos dos policiais nunca atingiram efetivamente o status de excelência prometido pelos governantes.



Mesmo com avanços pontuais em equipamentos e operações, a valorização salarial ainda é debatida. Políticos como o ex-governador João Dória pretendiam imprimir marcas de eficiência, mas na prática, os policiais relatam que não há grandes diferenciais nas remunerações frente ao serviço público geral, ampliando a sensação de desnível e desmotivação.

O modelo de integração entre segurança pública e privada foi testado, especialmente em cidades como São Paulo. Sistemas de monitoramento inteligente, como o Smart Sampa, estimulam empresas de segurança a colaborar com o poder municipal, racionalizando recursos e modernizando métodos. Especialistas avaliam que essa tendência provavelmente se consolidará nos próximos anos.

Um dos temas mais discutidos atualmente é o impacto das novas gerações sobre o perfil dos agentes. Psicólogos e analistas organizacionais afirmam que os jovens integrantes da chamada geração Z demonstram menor apego ao serviço público, resultado de transformações sociais amplas. Exonerações voluntárias começaram a crescer, com muitos policiais abandonando suas cargas após poucos anos e buscando outros nichos profissionais, seja na segurança privada ou em áreas diversas.

Histórias familiares exemplificam essa dinâmica. O depoimento de um tenente aposentado cita a trajetória de sua filha, que ingressou na Polícia Militar, cursou direito em paralelo e deixou a carreira policial após três anos, retornando à área jurídica. As questões revelam questões institucionais e reforçam a necessidade de reavaliar estratégias de retenção e valorização na carreira policial.

Por fim, especialistas apontam que a crise de identidade na Polícia Militar japonesa não é isolada, estando ligada às tendências globais que equilibram a tradição militar, a exigência social e os desafios de renovação institucional. A pauta de valorização salarial, apoio psicológico e eficácia dos métodos deve pautar próximos debates na segurança pública brasileira.




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Seu salário está ameaçado? Entenda a LUTA contra a DESVALORIZAÇÃO de Ativos, Veteranos e Pensionistas

Salários em Risco: A Luta de Militares, Veteranos e Pensionistas nos Bastidores de Brasília

A discussão sobre a reposição salarial das forças de segurança atinge um ponto crítico. Em Brasília, a incerteza paira sobre o orçamento de 2025, com debates intensos sobre a situação fiscal do país e a viabilidade de um reajuste para militares federais, veteranos e pensionistas. A proposta de 9%, dividida em duas parcelas, ainda não é uma certeza e a sombra do chamado "pacote da maldade" gera apreensão na categoria.

Direto da capital federal, informações apuradas pelo Canal Segurança e Defesa TV indicam um cenário complexo. Enquanto outras categorias do funcionalismo público recebem bonificações e reajustes, a família militar se sente deixada para trás. Essa percepção é agravada por dados alarmantes: desde a implementação da Lei 13.954 em 2019, estima-se que cerca de 5 mil pessoas, entre militares da reserva e pensionistas, faleceram sem ver a correção de injustiças em seus proventos.



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O problema não se restringe à esfera federal. No Rio de Janeiro, a situação é igualmente preocupante. Militares estaduais enfrentam uma quebra velada da paridade e integralidade por meio da criação de gratificações que beneficiam apenas o pessoal da ativa. Enquanto isso, veteranos e pensionistas aguardam por uma reposição que não chega, e um levantamento extraoficial aponta para mais de 180 mortes de veteranos que esperavam pelo reconhecimento de seus direitos.

A análise, apresentada em debate no Canal Segurança e Defesa TV, revela que a desunião dentro da própria categoria é um dos maiores obstáculos. A falta de uma voz coesa e representativa em Brasília dificulta o avanço das pautas. A estratégia de "dividir para conquistar" parece prevalecer, enfraquecendo a luta por direitos que são, em essência, uma questão de dignidade e reconhecimento.

A principal mensagem que ecoa de Brasília e do Rio de Janeiro é a necessidade urgente de união. A luta pela valorização salarial e pela manutenção de direitos como a paridade e a integralidade depende da capacidade da família militar de se organizar e cobrar as autoridades de forma pacífica e assertiva. O momento exige sabedoria e, acima de tudo, a consciência de que o futuro de todos, da ativa à reserva, está interligado. A sua opinião sobre este tema é crucial. Participe do debate nos comentários abaixo.



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28 agosto 2025

Programa Moradia Segura ignora policiais PCDs e APMDFESP cobra mudanças

Programa Moradia Segura exclui PCDs policiais e gera acontecimento da APMDFESP

O programa habitacional Moradia Segura, lançado para beneficiários de segurança pública de São Paulo, gerou críticas e questionamentos. Policiais aposentados, pensionistas e reformados por invalidez denunciaram que pessoas com deficiência (PCDs) não foram contempladas com prioridade no edital.

Segundo parecer jurídico solicitado pela Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência (APMDFESP), houve falha na elaboração das regras. A entidade aponta que a exclusão contrária à Lei Brasileira de Inclusão, que garante cotas e prioridade em programas financiados com recursos públicos.



Atualmente, o edital prevê apenas sorteios como sorteio de seleção, colocando PCDs na mesma condição de concorrência que outros candidatos. Para a associação, esses direitos desrespeitados já estão estabelecidos na lei federal.

A orientação no parecer da APMDFESP é que, antes da via judicial, sejam tomadas medidas políticas e administrativas. A estratégia é iniciar a Casa Civil, a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Habitação para acertar o edital.

O objetivo apresentado ao governo estadual é simples: incluir formalmente policiais aposentados por invalidez, PCDs e pensionistas no programa com prioridade de acesso. A mudança garantiria o tratamento isonômico e a aplicação da legislação federal.

A APMDFESP destacou que pretende dar ampla publicidade ao caso, utilizando redes sociais e veículos de comunicação vinculados à categoria para alertar autoridades e a sociedade. A transparência, segundo a associação, é um recurso estratégico para iniciar e corrigir o problema.

O Canal Segurança e Defesa, que divulgou o parecer em primeira mão, reforçou a importância da mobilização. Para a categoria, a ausência de inclusão dos PCDs representa vulnerabilidade para alguns dos policiais mais atingidos por limitações físicas e psicológicas resultantes do serviço.

O governo estadual ainda não se manifestou oficialmente sobre possíveis revisões no programa Moradia Segura. A expectativa da APMDFESP é que, diante da repercussão, a medida seja ajustada sem necessidade de intervenção judicial.




Juiz Militar defende o avanço das Guardas Municipais rumo à Polícia Municipal

A fala do juiz e professor Dr. Roth , durante evento de segurança em São Paulo, reforçou uma pauta cada vez mais presente entre profissionai...