O deputado federal Capitão Augusto reforçou sua oposição à proposta de emenda constitucional que pretende transformar a Guarda Civil Municipal (GCM) em polícia municipal. Em entrevista exclusiva ao canal Segurança e Defesa TV, o parlamentar afirmou que a medida traria riscos institucionais e políticos à estrutura da segurança pública.
Segundo o deputado, a PEC 18 poderia gerar conflito com as polícias estaduais, especialmente com as polícias militares, que ele considera modelos consolidados de atuação hierarquizada e disciplinar. Ele destacou que as PMs possuem formação rigorosa e mecanismos próprios de controle e justiça, o que garante imparcialidade e evita o uso político das instituições.
Capitão Augusto argumentou que a criação de uma “polícia de governo”, subordinada às prefeituras, tornaria as forças municipais suscetíveis à interferência política. Para ele, isso enfraqueceria o combate à criminalidade e aumentaria o risco de corrupção e influência de facções.
O parlamentar também criticou o impacto financeiro da proposta sobre os municípios. Segundo ele, grande parte das prefeituras já enfrenta dificuldades orçamentárias e não teria condições de manter estruturas complexas de policiamento.
Durante a entrevista, o deputado defendeu que o foco de reformas deve ser o fortalecimento das corporações já existentes, com investimento em salário, estrutura e plano de carreira. Ele lembrou que, como vice-presidente da Comissão Mista do Orçamento, tem buscado ampliar a dotação para segurança pública.
Atualmente, o orçamento destinado ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) é considerado insuficiente para atender às demandas estaduais e municipais, o que reforça, segundo o deputado, a necessidade de priorizar recursos.
O tema segue em discussão no Congresso, onde divide opiniões entre defensores da valorização das guardas e os que temem a sobreposição institucional. Enquanto isso, o debate sobre a PEC 18 continua movimentando o setor de segurança pública em todo o país.
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