O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, reagiu à fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou em recente discurso que traficantes seriam, em parte, vítimas dos usuários de drogas. A declaração gerou repercussão e provocou críticas de autoridades e setores ligados à segurança pública.
Durante vídeo divulgado em suas redes, Derrite afirmou que "traficante não é vítima" e classificou a fala de Lula como um retrato da política de segurança da esquerda no país. Segundo o secretário, esse tipo de discurso enfraquece a autoridade policial e estimula a impunidade.
O tema ganhou força após o vídeo presidencial circular amplamente nas redes, sendo interpretado como uma tentativa de suavizar a responsabilidade de criminosos. Para Derrite, esse posicionamento afronta os profissionais que arriscam a vida diariamente no combate ao tráfico e ao crime organizado.
A crítica também repercute no momento em que o governo federal propôs uma PEC sobre a segurança pública, que, segundo Derrite, amplia o controle da União e reduz a autonomia dos estados. O secretário argumenta que essa centralização pode dificultar ações locais de combate à criminalidade.
Setores de segurança pública têm reforçado que a política de combate às drogas deve priorizar a punição a traficantes e a reabilitação de usuários, mas sem confundir papéis entre vítima e agressor. A posição de Derrite foi amplamente apoiada por policiais e veteranos nas redes.
Por outro lado, aliados do governo afirmam que a fala do presidente buscou enfatizar a necessidade de políticas sociais que tratem a dependência química como problema de saúde pública. O Palácio do Planalto não comentou oficialmente as críticas até o momento.
A discussão reacendeu o velho embate entre segurança repressiva e políticas sociais. Especialistas alertam que, independentemente do tom político, o país segue desafiado pela expansão do tráfico e pela dependência crescente, temas que exigem equilíbrio entre prevenção e repressão.
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