O debate em torno da Lei Orgânica das Polícias Militares reacendeu uma disputa antiga entre oficiais, praças e representantes políticos. A discussão ganhou força após críticas do veterano Gimenez ao deputado federal Capitão Augusto, acusado de ter retirado do texto final o projeto que previa a implantação da carreira única na PM.
Segundo Gimenez, a proposta original, de autoria do deputado Capitão Assunção (PL 6440/2009), previa que todos os policiais tivessem uma única porta de ingresso, com possibilidade de ascensão até o topo da hierarquia. O substitutivo apresentado por Augusto em 2022, no entanto, teria excluído esse trecho, mantendo divisões entre oficiais e praças.
A polêmica se intensificou após o parlamentar aparecer em vídeos pedindo apoio de policiais e da bancada da segurança, enquanto os principais nomes do setor mantêm distância. Gimenez afirma que o deputado estaria “isolado” politicamente e sem respaldo dos comandantes gerais das corporações.
Entre os pontos mais controversos da nova lei está a criação de múltiplos quadros, incluindo de praças e oficiais da reserva, o que, na visão do entrevistado, fragmenta ainda mais a categoria. Ele alerta que essa divisão pode abrir espaço para legislações específicas e diferenciações salariais.
Outro tópico abordado foi o papel das guardas municipais. Gimenez defendeu a ampliação do papel das corporações locais, destacando a importância delas no apoio direto aos policiais militares durante ocorrências. Segundo ele, “quem está na ponta da linha sabe o quanto a guarda ajuda”.
Por fim, o veterano ressaltou que o debate não deve ser partidário, mas técnico. Ele defende uma revisão da Lei Orgânica, com foco na igualdade entre postos e na valorização da base. O episódio ilustra um cenário de insatisfação crescente e reforça a necessidade de diálogo entre as lideranças da segurança pública e a tropa.
Siga-nos no X, clique aqui
Siga-nos no Instagram, clique aqui
Clique aqui para falar no WhatsApp

Nenhum comentário:
Postar um comentário