18 setembro 2025

Coronel da ROTA destaca papel da família na vida policial

O Coronel da ROTA destacou, em entrevista, a importância da família e da fé para a vida do policial militar. Segundo ele, o medo é parte integrante da profissão, mas pode ser equilibrado quando o agente conta com suporte estruturado em casa e com preparação técnica durante o serviço.

O oficial relatou que, em sua experiência, a vida familiar está diretamente relacionada à estabilidade emocional do policial. Para esposas, pais e filhos que convivem diariamente com a preocupação acerca da profissão, o recado é claro: a fé e o apoio emocional para reduzir os riscos e fortalecer o agente diante dos desafios.



Outro ponto levantado por Coronel foi a diferença entre as situações de morte em serviço e fora dele. Segundo ele, a chance de um policial morrer durante o expediente é menor do que quando está de folga, já que no serviço existe apoio tático, comunicação e protocolos de segurança. Fora do trabalho, distrações e erros individuais podem aumentar os riscos.

O caso emblemático narrado por Coronel foi a ocorrência em que dois policiais rodoviários perderam a vida durante um assalto ao transporte de valores. Um único disparo, fruto de falha de comunicação entre comandos, acabou vitimando os dois agentes. O episódio foi decisivo para mudanças nos protocolos de comunicação entre diferentes forças de policiamento.

Além da estrutura tática, o Coronel reforçou que o ambiente familiar interfere diretamente na cabeça do policial. Situações de instabilidade conjugal ou falta de apoio em casa podem comprometer a atuação em campo. Ele destacou que manter o equilíbrio emocional é essencial para que os militares tomem decisões corretas em ambientes de risco.

Nesse contexto, a fé foi citada como elemento indispensável. Para o oficial, acreditar em algo maior fortalece a confiança e amplia a noção de propósito da profissão, que é voltada para o bem e a justiça. Essa combinação, somada ao preparo técnico, cria uma base para enfrentar os perigos da atividade policial.

A entrevista também abordou a evolução na comunicação entre batalhões e centros de operações. Anos depois das falhas relacionadas, sistemas digitais como o rádio E25 foram implementados para integrar informações em tempo real entre policiais rodoviários, territoriais e outras forças.

O Coronel concluiu reiterando que a profissão policial é de risco, mas que com técnica, fé e principalmente o apoio familiar, as chances de sobrevivência e sucesso aumentam significativamente, dentro e fora do serviço.





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