A Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo completou 30 anos de existência marcada por avanços e intensos desafios. Em entrevista ao canal Segurança e Defesa TV , o ouvidor Dr. Mauro destacou o papel do órgão como instância independente na coleta de denúncias, na defesa de direitos e na promoção da transparência, atuando de forma complementar às corregedorias.
Durante uma conversa, Dr. Mauro frisou a necessidade de valorização dos policiais paulistas, lembrando que os vencimentos estão entre os mais baixos do país. Ele também questionou a chamada operação delegada , que obriga jornadas extras sem a dívida incorporação salarial, defendendo a criação de mecanismos que garantam remunerações justas e condições dignas de trabalho.
A saúde mental dos agentes foi apontada como um dos pontos mais críticos. O ouvidor alertou para índices preocupantes de suicídios e casos de adoecimento psicológico entre os servidores da segurança pública. Para enfrentar esse cenário, reforce a importância de políticas preventivas permanentes, acompanhamento psicológico contínuo e medidas eficazes contra a sobrecarga de trabalho.
Outro tema em destaque foi o uso das câmeras corporais. Apesar da resistência inicial, o Dr. Mauro defendeu a medida, ressaltando que os equipamentos elevados para reduzir mortes em serviço, garantem transparência nas abordagens e oferecem proteção tanto para policiais quanto para cidadãos.
O ouvidor também falou sobre os mecanismos criados para denúncias de assédio moral e sexual dentro das corporações. Segundo ele, o sigilo e a preservação do anonimato dos denunciantes são fundamentais para dar segurança às vítimas e estimular a confiança no sistema.
Ao longo da entrevista, o Dr. Mauro sublinhou a urgência de uma reforma estrutural no próprio órgão. A Ouvidoria, segundo ele, ainda enfrenta limitações de espaço e de autonomia institucional, carecendo de maior respaldo político para ampliar seu alcance. Projetos de fortalecimento já tramitam com apoio de lideranças.
Por fim, reafirmou que a transparência, somada a um controle social eficaz, é essencial para consolidar a segurança pública e restabelecer os laços de confiança entre a sociedade e as forças policiais.
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