O coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo afirmou que a corporação enfrentou um déficit superior a 12 mil policiais. A declaração foi feita em entrevista na qual ele também criticou a forma como a gestão do efetivo foi realizada nos últimos anos.
Segundo o oficial, a polícia paulista sofreu com sucessivas administrações que deixaram de priorizar a valorização da tropa, principalmente durante as gestões ligadas ao PSDB. Ainda assim, ocorreram falhas internas relacionadas à alocação de efetivo em algumas unidades da corporação.
Ao comentar sobre sua experiência na ROTA, o coronel destacou as diferenças entre a tropa de elite e o policiamento territorial. Ele explicou que a ROTA tem missão de apoio e caçadores, enquanto o chamado “01”, responsável pelo policiamento de rotina, é peça essencial para o funcionamento da instituição.
O oficial defende que a Polícia Militar possui funções diversas, capazes de atender a diferentes perfis profissionais. Para ele, aqueles que ingressaram na corporação e não conseguiram se adaptar em nenhuma função demonstram falta de sucesso para a carreira.
Outro ponto abordado na entrevista foi os remunerados dentro da instituição. O coronel afirmou ser contra a divisão salarial entre funções, defendendo que todos os policiais recebam o mesmo salário em respeito ao trabalho desempenhado em diferentes áreas.
Questionado por um jovem interessado em seguir a carreira policial, ele ressaltou que a Academia do Barro Branco continua sendo um caminho sólido para quem deseja atuar como oficial da Polícia Militar. Segundo ele, a hierarquia, disciplina e estrutura de trabalho trazem segurança para aqueles que realmente têm vocação para a função.
O coronel ainda comentou sobre a dificuldade de adaptação de quem deixa a ROTA para atuar em outras unidades, comparando a saída a um processo de "desintoxicação". Isso porque, segundo ele, a intensidade do trabalho na tropa de elite não é encontrada em outros setores da polícia.
Por fim, o oficial reforçou a importância do policiamento territorial, destacando que sem o trabalho diário das ruas, nenhuma tropa tática conseguiria manter a segurança pública no Estado.
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