A Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) voltou ao centro de polêmicas após denúncia feita pelo veterano e advogado Gimenees, que serviu na corporação por mais de 30 anos. Ele acusa oficiais superiores de utilizarem perfis institucionais da PM em redes sociais de forma irregular, em benefício próprio.
Segundo o relato, publicações de batalhões e comandos, feitas em contas oficiais administradas com recursos públicos, foram vinculadas a perfis privados de coronéis e até parlamentares, por meio de um recurso de colaboração do Instagram. A prática expressa dúvidas sobre a legalidade e a transparência dessas ações.
Especialistas em direito administrativo apontam que o caso pode configurar violação de princípios básicos da administração pública, como impessoalidade e moralidade. Se for comprovado, também pode abrir espaço para responsabilização civil, penal e administrativa dos envolvidos, além de possíveis sanções disciplinares militares.
A denúncia ainda citou riscos adicionais, como o uso dessas plataformas para autopromoção política, empresária ou eleitoral. Isso seria especialmente relevante diante de oficiais próximos da aposentadoria, que poderiam estar buscando projetos pessoais além da carreira militar.
No plano jurídico, o caso pode ser enquadrado em infrações de direito penal, direito militar e até improbidade administrativa. Entre as consequências, estão a perda da carga e ações judiciais contra os envolvidos.
O advogado reforçou que a corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público deveriam investigar a situação. Ele apontou que, como maior polícia da América Latina, a PM-SP precisa fortalecer a confiança institucional e evitar qualquer prática que conflite com o interesse público.
A denúncia, agora amplamente divulgada, aumenta a pressão por apuração. Se as irregularidades forem confirmadas, o episódio poderá representar um marco no debate sobre governança digital e transparência na administração pública militar.
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