A trajetória da Sargento Elaine Cristina, da Polícia Militar de São Paulo, revela a importância do trabalho social dentro das corporações de segurança. Atuando por mais de duas décadas no CAPS da instituição, ela se destacou ao oferecer orientação sobre direitos e apoio psicológico a policiais e suas famílias.
Mesmo após a aposentadoria, a militar mantém seu compromisso com a categoria, atendendo policiais ativos, inativos e pensionistas que muitas vezes desconhecem benefícios previstos em lei. Questões como auxílio-funeral, licença para cuidar de familiares com deficiência e direito à pensão integral estão entre os pontos frequentemente mal interpretados.
Esse episódio expõe um problema recorrente: a falta de preparo de setores internos de comunicação (P5) para lidar com informações técnicas. Muitas vezes, policiais deslocados para essas funções acabam reproduzindo equívocos, aumentando a insegurança das famílias.
Outro aspecto ressaltado pela sargento é a necessidade de fortalecer a prevenção em saúde mental. Ela lembra que muitos policiais enfrentam crises graves, inclusive pensamentos suicidas, e que o suporte psicológico oferecido dentro da PM já salvou vidas.
Para Elaine, a valorização do serviço social e da psicologia deve caminhar junto ao reconhecimento da dignidade dos policiais e pensionistas como cidadãos plenos de direitos. Mais do que resolver problemas após tragédias, o objetivo é garantir prevenção, informação e acolhimento.
A atuação da sargento mostra que, mesmo fora da ativa, é possível continuar contribuindo para a melhoria das condições de vida dos profissionais de segurança e de suas famílias. Seu exemplo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao bem-estar desses servidores.
Em um cenário de desafios constantes para a segurança pública, iniciativas como a de Elaine Cristina trazem luz para uma pauta urgente: cuidar de quem cuida da sociedade.
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