O governo do Rio de Janeiro concedeu aumento significativo na gratificação de unidades de elite de segurança pública. Publicado no Diário Oficial do estado, o decreto reajustou em 66,6% o valor pago aos policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). A gratificação passou de R$ 1.500 para R$ 2.500 mensais.
A medida, no entanto, gerou fortes acontecimentos nas corporações. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o Major Luiz criticou a decisão por contemplar apenas grupos especiais. Segundo ele, policiais do patrulhamento, além de inativos e pensionistas, ficaram novamente de fora do reajuste.
O oficial destacou que o regime de recuperação fiscal do estado tem servido como argumento para impedir o aumento geral. Entretanto, observei que a solução do governo encontrou para gratificações específicas, sem estender a recomposição para a maior parte do efetivo. A crítica alcança também a falta de pagamento de parcelas atrasadas de recomposições inflacionárias previstas em lei.
Outro ponto levantado foi a situação da Gratificação de Risco de Atividade Militar (GRAM). Segundo o major, as decisões judiciais recentes têm provocado insegurança quanto ao caráter indenizatório ou remuneratório da verbal, deixando inativos em desvantagens. Para ele, o tratamento diferenciado entre ativos e veteranos agrava a insatisfação da categoria.
O debate inclui ainda a Gratificação de Encargos Especiais (GRET), que passou por alterações após mudanças legais. Com a padronização em 150% para todos, parte dos militares perdeu valores que eram calculados de acordo com anos de serviço. A mudança, segundo entidades da categoria, desrespeita princípios de paridade assegurados a inativos.
Diante do cenário, policiais ativos, veteranos e pensionistas se mobilizaram para o próximo dia 10 de setembro, no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). O ato busca pressionar pela extensão das gratificações a todos os policiais e pelo respeito à integralidade e à paridade.
A discussão sobre desigualdade salarial dentro das forças de segurança ocorre em meio a um superávit fiscal de mais de R$ 6 bilhões informados pelo estado. A expectativa da categoria é que parte desses recursos seja destinada não apenas a unidades de elite, mas também à valorização da tropa como um todo.
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