10 setembro 2025

ROTA e Corregedoria: escolhas, dilemas e histórias da vida policial

As Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) permanecem como uma das unidades mais conhecidas e controversas da Polícia Militar de São Paulo. Criada para o patrulhamento ostensivo, a tropa se consolida como referência em operações de confronto direto contra o crime organizado. No entanto, a sua história também é marcada por episódios de expulsões e debates sobre disciplina e permanência.

Durante entrevista recente, um oficial da reserva relatou momentos de sua carreira envolvendo a passagem pela ROTA e a possibilidade de atuar na Corregedoria da corporação. Ele destacou que muitos militares considerados “expulsos” da unidade acabaram sendo realocados em outros setores, levando suas experiências, mas também as consequências das decisões de comando.




O coronel lembrou que, no mesmo dia em que recebeu o convite para ingressar na ROTA, também foi sondado para a Corregedoria. Ao comentar o episódio, ressaltou que a escolha por determinado caminho poderia ter mudado totalmente o boato de sua carreira. Segundo ele, a Corregedoria carece de oficiais com vivência prática nas ruas, fator que considera essencial para julgar condutas policiais com equilíbrio.

Outro ponto abordado foi o perfil da ROTA como uma tropa orientada pela “caça permanente”. O oficial explicou que o militar que não se adapta a esse espírito de enfrentamento dificilmente se mantém por muito tempo. Ainda assim, muitos policiais, ao longo da trajetória, acabaram sendo deslocados para funções administrativas ou guardas internos, muitas vezes por limitações físicas ou ordens judiciais.

Em tom direto, também deixou uma mensagem para familiares de policiais militares, principalmente esposas que convivem com a preocupação diária. Ele enfatizou que o medo faz parte da condição humana e desempenha papel importante na autopreservação, mas reforçou que a chance de risco grave para o policial é maior fora do serviço do que durante as ocorrências.

O coronel defendeu ainda a importância da fé e da disciplina como fatores de proteção. “Não dá para ser meio crente”, afirmou, destacando que a confiança espiritual somada à técnica profissional cria um ambiente de segurança maior para o policial em atividade.

A fala trouxe também recomendações práticas, como evitar excessos em situações de folga, especialmente o consumo de álcool associado ao porte de arma. Para ele, esse tipo de cuidado diminui significativamente as chances de tragédias que, muitas vezes, não tiveram relação com a atividade policial em si.

Com isso, o depoimento soma relatos pessoais à reflexão sobre a carreira na PM, a relação entre tropa e Corregedoria e o peso que a família carrega ao lado de quem veste a farda.





SIGA-NOS EM NOSSAS REDES SOCIAIS

Siga-nos no X, clique aqui  Siga-nos no Instagram, clique aqui
Clique aqui para falar no WhatsApp

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Juiz Militar defende o avanço das Guardas Municipais rumo à Polícia Municipal

A fala do juiz e professor Dr. Roth , durante evento de segurança em São Paulo, reforçou uma pauta cada vez mais presente entre profissionai...