03 setembro 2025

Superioridade militar dos EUA frente à Venezuela: análise estratégica

EUA x Venezuela: disparidade militar e riscos estratégicos

A comparação entre os Estados Unidos e a Venezuela revela um dos contrastes mais acentuados no poder militar na atualidade. O equilíbrio de forças vai além da contagem de equipamentos, incorporando fatores tecnológicos, econômicos e estratégicos.

Os Estados Unidos, maior potência militar do planeta, fornecem um orçamento anual de defesa que se aproxima de US$ 900 bilhões, além de uma rede de alianças globais robustas, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Já na Venezuela, enfraquecida por crise econômica e avaliações, enfrenta dificuldades para manter sua capacidade operacional.




No campo terrestre, a diferença é nítida. O Exército Norte-americano conta com milhares de tanques M1 Abrams e veículos blindados avançados, enquanto a Venezuela opera modelos de gerações passadas. No mar, a Marinha norte-americana mantém 11 porta-aviões nucleares com atuação global, contrastando com a marinha venezuelana, restrita a ações marítimas e capaz de operar apenas um submarino em condição duvidosa.

A supremacia também se manifesta no espaço aéreo. Os EUA operam caças de quinta geração, como o F-22 e F-35, superiores aos SU-30 venezuelanos de origem russa. Além disso, dominam o espaço e o ciberespaço por meio de satélites e operações digitais.

Em resposta, a Venezuela adota uma estratégia de “guerra de todo o povo”, buscando destruir um eventual invasor em uma resistência prolongada. O conceito apoia o envolvimento da população civil como elemento impeditivo para uma invasão direta.

Contudo, a prontidão operacional das forças venezuelanas está comprometida. A falta de manutenção em equipamentos, a fuga de forças militares específicas e a dependência de apoio externo, sobretudo da Rússia e da China, fragilizam ainda mais a defesa do país.

Analistas militares avaliaram que, apesar da superioridade avassaladora, um conflito direto traria desafios estratégicos aos EUA. Um confronto poderia transformar-se em insurgência prolongada, com elevado custo humano e político, levando à chamada “vitória pírrica”: o adversário é derrotado militarmente, mas o preço pago inviabiliza ganhos ganhos.

Assim, mais do que o poder de armas, é uma estratégia que definiria os rumores de um eventual conflito. Militares e especialistas destacam que, nesse cenário, vencer a guerra não significaria necessariamente conquistar a paz.




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