O comando da Polícia Militar de São Paulo respondeu abertamente sobre o aumento de pedidos de exoneração e saídas de policiais da corporação. A manifestação ocorre em meio a um cenário de debates sobre a valorização da carreira e as condições de trabalho da tropa.
Segundo dados apresentados pela instituição, cerca de 4 mil policiais deixam a corporação anualmente, em movimentos que incluem contribuições, transferências e exonerações. Apesar disso, a PM afirma que a capacidade de reposição é superior ao número de baixas, com a formação de cerca de 6 mil novos policiais por ano.
Sobre a valorização da tropa, o Comando Geral declarou que a melhoria das condições de trabalho e de carreira é prioridade permanente. Estamos em fase final de projetos de reestruturação mudando para tornar a profissão mais competitiva e atrativa, incluindo medidas inovadoras para saúde mental, acompanhamento psicológico e modernização da carreira.
Outro ponto abordado foi o impacto das saídas de policiais experientes na qualidade do serviço prestado. Para mitigar esse efeito, a corporação destacou o uso de veteranos em atividades de ensino e formação, além de manter um sistema de instrução contínua ministrado à capacitação das novas turmas.
O Comando reafirmou, ainda, que a visão de futuro da instituição é consolidar o protagonismo da Polícia Militar de São Paulo como referência internacional em segurança pública, aliando preparo técnico, legalidade e valorização de seus integrantes.
A discussão sobre a debandada de policiais, no entanto, permanece em pauta entre as próprias tropas e especialistas em segurança pública. Um dos principais pontos levantados por representantes da categoria é a defasagem salarial em comparação com autoridades de outros estados e a carga horária excessiva.
O tema segue mobilizando associações de classe, veteranos e familiares de policiais que veem na valorização profissional um passo essencial para evitar o aumento das saídas e garantir a estabilidade operacional da instituição.
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